Três perguntas fundamentais para se fazer antes de investir

Se você quer ter sucesso nos investimentos, antes de direcionar seus recursos para determinada aplicação financeira precisa se fazer três perguntas fundamentais: Qual valor será investido? Qual o prazo deste investimento? Qual o objetivo de consumo final para estes recursos?
A orientação é do educador financeiro e gerente-geral do INI (Instituto Nacional de Investidores), Mauro Calil. Segundo ele, a primeira pergunta é a mais fácil de ser respondida. “Normalmente as pessoas sabem quanto possuem disponível para investimento”, diz.
Entretanto, ele lembra que a muitos investidores acha que existe uma grande diferença entre aplicar R$ 100, R$ 10 mil ou R$ 1 milhão. “Isso não é necessariamente verdade nos dias de hoje. Muitas aplicações financeiras em renda fixa ou renda variável têm exatamente o mesmo custo, mesma rentabilidade, segurança e liquidez para qualquer quantia”, explica.
Como exemplo para as aplicações de renda fixa que podem remunerar da mesma maneira os investidores de renda fixa, Calil cita o Tesouro Direto e o CDB (Certificado de Depósito Bancário) Direto. “Na renda variável, a democracia impera há muito tempo, afinal o preço de mercado de uma ação é exatamente o mesmo para quem ganha salário mínimo ou para milionários. Se o custo de aquisição se torna caro pela corretagem, DOC ou custódia, os fundos se mostram como alternativas muito baratas”, ressalta.
Horizonte de tempo e objetivo
O prazo para resgatar a aplicação é outro ponto que deve ser questionado antes de se investir. “Quando faço esta pergunta ao interlocutor, quase sempre escuto: ‘Minha visão é de longo prazo, porém quero poder resgatar caso venha a necessitar do dinheiro’. Ora, que visão de longo prazo é essa? Qual a premissa para a expressão longo prazo? Qual a prioridade: ter o dinheiro na mão assim que quiser (liquidez) ou privilegiar a rentabilidade maior?”, questiona o educador financeiro.
Ele ressalta que com esta confusão de prazos fica muito difícil tomar a decisão adequada. Por isso, o ideal é ter dinheiro disponível para todos os períodos. No caso de aplicações de curtíssimo prazo (até seis meses), os recursos devem ser voltados para pagamento das contas e gastos do dia a dia. Já reservas de curto prazo (até dois anos), podem ser destinadas a atividades como cursos de especialização, viagens longas com a família, etc.
As aplicações de médio prazo (de dois a cinco anos), serão utilizadas para trocar de carro ou reformar a casa, por exemplo. E prazos longos, acima de cinco anos, devem ter como objetivo pagar a faculdade dos filhos, comprar uma casa de veraneio, ou garantir uma renda melhor na aposentadoria.
“Perceba que prazos e prioridades andam juntos. É importante colocar atenção a todas as prioridades de tal forma que não se transformem em urgências. Para ajudar nesta tarefa, é importante responder a terceira pergunta: ‘Qual o objetivo de consumo final para estes recursos?’”, aponta o educador financeiro.
Para ele, definir este objetivo é fundamental para o sucesso da aplicação. “Se você não tem e menor ideia do destino que será dado àqueles recursos, provavelmente se contentará com uma rentabilidade menor desde que segura e líquida”, diz Calil.
Já em relação aos melhores investimentos, ele aponta que não existe uma resposta única. “Precisamos manter em nossos ativos renda fixa, renda variável e o móveis. Dentro dos grandes grupos existem muitas alternativas. Responder às três perguntas auxiliará a escolher o mais adequado a realidade de cada um”.
Fonte: InfoMoney
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