Futuros dos EUA operam em alta com ansiedade por pacote europeu
Os principais contratos futuros sobre índices de ações dos EUA operam em alta nesta quarta-feira (26), com S&P 500 e Nasdaq sinalizando abertura com +0,53% e +0,51%, respectivamente.
Investidores norte-americanos contam as horas para a divulgação do tão esperado "pacote abrangente de reformas" contra a crise na Zona do Euro. Reunidos desde sexta-feira em Bruxelas, os líderes de estados e governos irão se encontrar nesta tarde, às 13h15, de Brasília, para a apresentação oficial do pacote negociado nos últimos dias, o que deve acontecer apenas no final da tarde.
Previsões
Conforme especulações de mercado, espera-se pela ampliação do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) dos atuais € 440 bilhões para um patamar superior a € 1 trilhão e mais € 110 bilhões em recapitalização para o setor bancário.
Além disso, devem surgir novas informações sobre a participação do setor privado na reestruturação da dívida grega, podendo incluir um perdão entre 40% e 60%, embora seja este um dos pontos mais incertos até o momento.
Resultados seguem surpreendendo
Enquanto as novidades não são apresentadas no velho continente, Wall Street toma como referência sua agenda de resultados corporativos trimestrais, que nesta manhã conta com Boeing, ConocoPhillips e Ford Motors dentre os destaques. Das três citadas, todas conseguiram registrar lucro líquido acima do esperado por analistas, o que reforça a percepção de que a safra de resultados está superando as expectativas.
Indicadores do dia
Além disso, investidores aguardam a divulgação do indicador Durable Goods Orders às 10h30, de Brasília, para calibrar a abertura do pregão que acontece às 11h30. Esse índice mede o volume de pedidos e entregas de bens duráveis nos EUA. É uma medida, portanto, do nível de atividade industrial na economia, para o qual projeta-se redução de 1,0% na medição referente a setembro.
Mais tarde, às 12h00, já durante estiver em pregão regular, será a vez do New Home Sales completar a agenda. Com unidades previstas em 300 mil no mês de setembro, a divulgação contém dados referentes ao número de casas novas, construídas pela iniciativa privada, vendidas ou postas à venda naquele período.
Fonte: InfoMoney