Volatilidade segue forte e Ibovespa avança de mãos dadas com Wall Street

SÃO PAULO - Após abertura instável em mais um dia de alta volatilidade, o Ibovespa apresenta alta de 2,78% no início da tarde desta quinta-feira (11) e atinge 52.826 pontos, com volume financeiro de R$ 3,598 bilhões às 13h05.

O principal índice da bolsa brasileira segue de carona na volatilidade que marca os mercados de ações desde o início da semana, com nervosismo capaz de reverter fortes altas e baixas em questão de minutos, quase sempre em função do noticiário fiscal de EUA e Europa.

Lá fora, tanto em Wall Street quanto no velho mundo, o foco do dia fica por conta do setor bancário, que por conta de desconfianças e rumores acerca da vulnerabilidade de bancos franceses a riscos sistêmicos, chegaram a colocar grande pressão sobre as bolsas no início da sessão. Contudo, no momento, o arrefecimento destes temores coloca os as ações de grandes instituições bancárias como propulsoras da recuperação na sessão.

Altas e baixas
Nesta sessão destaque positivo fica com as ações Braskem (BRKM5), que registram valorização de 8,69% e são cotadas a R$ 16,63 refletindo a boa receptividade de investidores ao resultado do segundo trimestre divulgado nesta manhã.

Por outro lado, o pior desempenho fica com os papéis Eletropaulo (ELPL4), que são cotados a R$ 29,84 e apresentam forte baixa de 4,69%, também diretamente influenciados pela divulgação do desempenho trimestral, principalmente quanto à distribuição futura de dividendos.

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:



As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:


Bolsas internacionais
Conforme já mencionado acima, os principais índices acionários de Wall Street, avançam com vigor até o momento, revertendo as perdas observadas no início da sessão. Por hora, o destaque fica por conta de gigantes do setor financeiro como Goldman Sachs (+5,51%), Morgan Stanley (+4,86%) e Bank of America Merrill Lynch (+5,34%), que vinham pressionadas nos últimos pregões.

Na Europa, os principais índices caminham para fechamento em forte alta, com a redução da percepção de risco envolvendo a dívida francesa e os bancos do País, além da continuidade da intervenção do BCE (Banco Central Europeu) comprando títulos espanhóis e italianos no mercado secundário para conter o avanço dos yields.

Juros e câmbio
As taxas dos principais contratos de juros futuros operam praticamente estáveis, com leve viés de queda nos contratos de maior liquidez nesta quinta-feira na BM&F. O mercado continua apreensivo com o cenário externo e ainda repercute indicadores domésticos e a possibilidade de baixa da taxa básica de juro.

Por fim, o dólar comercial segue em ligeira alta de 0,03%, cotado a R$ 1,6260, acompanhando o clima econômico de instabilidade. Neste momento, segundo analistas, é possível observar o movimento natural do mercado. A saída de recursos estrangeiros aplicados em renda variável, acentua o ritmo das remessas de passivos externos em moeda estrangeira, bem como de dividendos, lucros e juros sob capital.

Fonte: InfoMoney