Bolsas europeias sobem após reunião do Banco Central Europeu

As bolsas europeias fecharam novamente com altas expressivas nesta quinta-feira, após a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de manter a taxa de juros na região e prorrogar medidas de aumento de liquidez. Os mercados também foram ajudados por indicadores positivos nos Estados Unidos.


O FTSEurofirst, índice que mede o desempenho dos principais papéis do continente europeu, subiu 1,56%, para 1.106 pontos.

Em Londres, o FTSE 100 subiu 2,22%, para 5.768 pontos; em Paris, o CAC 40 ganhou 2,12%, para 3.747 pontos; e em Frankfurt, o DAX avançou 1,32%, para 6.958 pontos.

O BCE manteve a taxa de juro da zona do euro em 1%, como era esperado. O mercado trabalhou durante boa parte do dia sob a expectativa de que o banco poderia atuar de alguma maneira para conter a crise da dívida europeia.

Porém, o presidente da autoridade monetária, Jean-Claude Trichet, anunciou no início da tarde que o banco vai prolongar as medidas especiais para oferecer dinheiro imediato aos bancos.

A primeira reação do mercado foi de desapontamento, uma vez que Trichet não comunicou um avanço no ritmo das compras de títulos do governo pelo BCE. Em seguida, a moeda comum europeia ganhou parte do terreno perdido diante de comentários no mercado de que o BCE estaria comprando bônus de países da zona do euro com problemas apesar da reticência de Trichet sobre o tema.

Trichet e o BCE mudaram claramente de curso em relação à reunião do mês passado, quando ele indicou que a Europa estava indo bem o suficiente para o BC começar a retirar as medidas especiais para ajudar os bancos.

Alguns analistas acreditam que ainda não terminaram os problemas na Europa e olham para Portugal, Espanha e Itália.

Além da reunião do BCE, os investidores estiveram atentos aos indicadores da economia da região. O PIB da zona do euro avançou 0,4% no terceiro trimestre, em comparação com os três meses antecedentes. Na União Europeia, a alta foi de 0,5% no período.

Entre abril e junho, tanto as economias da zona do euro como as do bloco europeu tiveram expansão de 1%. Considerando o confronto com o terceiro trimestre de 2009, o PIB da região do euro cresceu 1,9% e o da União Europeia, 2,2%.

Já o índice de preços ao produtor industrial (PPI) avançou 0,4% na zona do euro em outubro, na comparação com o mês anterior. Na União Europeia, o indicador apresentou elevação de 0,5% na mesma base de comparação.

O mercado avaliou ainda os indicadores da economia americana. As vendas pendentes de moradias apresentaram aumento de 10,4% em outubro em relação a setembro. Em comparação a outubro de 2009, entretanto, quando o indicador se encontrava em 112,4, houve recuo de 20,5%. Naquela ocasião, o indicador estava no maior nível desde maio de 2006 (112,6).

Bancos e produtoras de commodities voltaram a liderar os ganhos. As ações do Santander dispararam 5,1%, acompanhadas do BBVA (4,1%), UBS (2,1%) e Deutsche Bank (2,0%). A mineradora Rio Tinto avançou 4,7%, Antofagasta teve alta de 3,5% e Shell fechou com ganho de 1,6%.

Fonte: G1

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