Venda de veículos novos no país bate recorde para meses de outubro e no ano


As vendas de veículos novos no país apresentaram expansão de 8,0% no acumulado dos dez primeiros meses deste ano, no confronto com o mesmo intervalo em 2009, batendo o recorde para o período com o emplacamento de 2,805 milhões de unidades, de acordo com os dados divulgados pela Fenabrave (federação das concessionárias) nesta segunda-feira. 


A maior marca até então havia sido contabilizada no ano anterior (2,597 milhões). Considerando apenas outubro, 303,4 mil automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões foram licenciados, atingindo também um novo patamar para o mês, mesmo com a redução de 1,2% ante setembro. No comparativo com igual período no ano passado, houve acréscimo de 3,1%. 

"O resultado dos primeiros dez meses do ano mostra a tendência de crescimento do setor. Já a ligeira queda de setembro para outubro foi motivada pela menor quantidade de dias úteis --outubro teve apenas 20", afirmou Sergio Reze, presidente da Fenabrave. 

O Brasil deve ultrapassar a Alemanha neste ano, tornando-se o quarto maior mercado em vendas no mundo. Para as montadoras instaladas no país, o câmbio ainda é um dos principais entraves para o crescimento das exportações, o que elevaria a produção local --o Brasil ocupa apenas a sexta posição no ranking global. 

Em quantidade, as vendas para o exterior já retomaram o nível pré-crise, mas não em valor, devido à maior participação dos veículos desmontados --que têm menor valor agregado-- nessa equação. 

FAROL AMARELO
 
No Salão Internacional do Automóvel, que vai até domingo em São Paulo, o presidente da GM na América do Sul, Jaime Ardila, ressaltou que a valorização do real é mais um problema para a indústria do que para as marcas, já que essas podem importar veículos de outras fábricas dependendo da conjuntura de mercado. 

"Mas nossa preferência é produzir aqui. Nossa preocupação é com uma desindustrialização do país, que pode acontecer se a valorização do real continuar no ritmo atual", disse o executivo. 

Cerca de 65% dos veículos que entram no país são trazidos pelas próprias montadoras, principalmente da Argentina e do México, com isenção do Imposto de Importação devido a acordos comerciais. Para o presidente da Fiat na América Latina e também da Anfavea (associação das montadoras), Cledorvino Belini, ainda assim o aumento dos importados é preocupante. 

"Os 35% [restantes] estão crescendo de forma exponencial". Segundo o executivo, as importações para o Brasil de marcas chinesas e coreanas cresceu 1.200% nos últimos quatro anos. "Acendeu o farol amarelo." 

Fonte: Folha.com

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