Radar: acompanhe algumas das principais oscilações na bolsa nesta segunda-feira
SÃO PAULO - O Ibovespa opera no campo positivo na tarde desta segunda-feira (1), em linha com o movimento visto nos principais mercados
internacionais. O pregão teve como destaque a divulgação do PMI
(Purchasing Manager's Index) da China, responsável por medir a
atividade industrial do país, e que surpreendeu o mercado ao avançar no
maior ritmo em seis meses.
Os investidores também continuam com as atenções voltadas
para os Estados Unidos, uma vez que nesta semana o Fomc (Federal Open
Market Committee) se reunirá nos dias 2 e 3, podendo anunciar um pacote
com novas medidas de estímulo à maior economia
do globo. O Quantitative Easing 2 - ou QE2, como tem sido chamado -
esteve em foco nos últimos dias após rumores darem conta de que a
autoridade norte-americana compraria um valor menor de títulos públicos
do país do que era imaginado.
Ainda nos EUA, os mercados avaliam o Personal Income e o Personal Spending, que vieram abaixo das expectativas do mercado,
o núcleo do índice de preços PCE (Personal Consumption Expenditures),
em linha com as expectativas do mercado. O ISM Index e o Construction
Spending, por sua vez, superaram as projeções.
Petrobras
Após as eleições presidencias no final de semana, que terminaram com a eleição de Dilma Rousseff, do PT, para a presidência, o cenário corporativo brasileiro é pouco agitado nesta sessão, que marca a véspera do feriado de Finados.
Destaque para a alta das ações da Petrobras (PETR3, PETR4),
que anunciou na última sexta-feira (29) a assinatura do primeiro
contrato de fornecimento de etanol de longo prazo, com a japonesa
Toyota Tsusho Corporation. O valor é estimado em US$ 820 milhões e
prevê o fornecimento por 10 anos. Os papéis ON e PN da estatal sobem
1,8% e 2,7%, respectivamente.
Eletrobras
Outra companhia em forte alta neste pregão é a Eletrobras (ELET3, ELET6). A companhia comunicou nesta segunda-feira que está prospectando campos de gás natural, fato que acontece pela primeira vez, de modo a diversificar a matriz energética da companhia. O diretor Financeiro e de Relações com Investidores Armando Casado de Araújo afirmou em nota que o projeto encontra-se em fase preliminar e que não há nenhuma perspectiva quanto à sua realização.
Cyrela
A Cyrela (CYRE3) opera com a maior desvalorização do Ibovespa nesta sessão, com perdas em torno de 3,60%, após ter anunciado na última sexta-feira sua prévia de resultados operacionais no terceiro trimestre deste ano. Os números, em geral, vieram menores do que aqueles vistos no mesmo período de 2009.
Além disso, em relatório assinado por Dan McGoey, o Citigroup
destacou nesta sessão que o balanço preliminar da incorporadora de
imóveis no 3T10 ficou abaixo de suas estimativas. O banco reiterou sua
recomendação de manutenção aos ativos da empresa, com risco médio.
Segundo McGoey, a previsão para a companhia é de um "crescimento
moderado" nos próximos trimestres, com preço-alvo de R$ 23,60 para 12
meses.
Brasil Ecodiesel
Depois de fecharem a última semana no topo das maiores perdas do Ibovespa, as ações da Brasil Ecodiesel (ECOD3) se ajustam às baixas das sessões anteriores e operam em alta nesta segunda-feira. Os papéis sobem em torno dos 3,80%.
Cabe lembrar que os papéis dispararam recentemente em meio a rumores
sobre a fusão entre a Brasil Ecodiesel e a Maeda Agroindustrial,
confirmados pela empresa na última segunda-feira. De acordo com o
documento enviado ao mercado, as companhias negociam a troca de ações
de suas empresas.
Telefónica
Após a conclusão das negociações com a Vivo (VIVO4) em julho deste ano, a Telefónica não possui planos de realizar nenhuma outra aquisição, afirmou o presidente do conselho da empresa, Cesar Alierta, em entrevista ao Wall Street Journal nesta segunda-feira, citando que, agora, busca a consolidação da companhia.
Fonte: InfoMoney
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