Radar: acompanhe algumas das principais oscilações na bolsa nesta quarta-feira
Ainda nos Estados Unidos, os investidores observam indicadores da indústria e do mercado imobiliário. O Durable Good Orders, que mensura as vendas de bens duráveis referentes a setembro, confirmou a expectativa positiva do mercado ao apontar alta de 3,3%. Já o New Home Sales, que mede o número de vendas de imóveis novos nos EUA, ficou também acima do projetado.
Balanços corporativos
Por aqui, com o início da temporada de resultados do terceiro trimestre, a esfera corporativa conta com dia bastante movimentado. No aguardo pelos números da Vale (VALE3, VALE5), esperados para após o fechamento da sessão, os investidores já avaliam balanços de peso divulgados nesta manhã - caso do Bradesco (BBDC4), que registrou lucro líquido de R$ 2,5 bilhões no período, alta de 40,3% na base anual.
As ações são também o principal destaque negativo do índice, ao registrarem desvalorização de 4,15%, cotadas a R$ 35,37. Em relatório, o Barclays disse que os resultados vieram em linha com as suas estimativas, mas que esperava maior crescimento do crédito e menores despesas.
Ainda no setor financeiro, o Banco Daycoval (DAYC4) dobrou seus ganhos líquidos na mesma base de comparação, atingindo R$ 85 milhões. As ações da instituição operam com desvalorização de 0,83%, negociadas a R$ 11,90.
Com avanço de 58% em seu lucro líquido, para R$ 41,6 milhões, os números da Marisa (AMAR3) também se destacam nesta quarta, e as ações sobem 1,71%, para R$ 27,89. É o mesmo caso da Indústrias Romi (ROMI3), que lucrou R$ 25 milhões entre julho e setembro deste ano, expressiva alta face aos R$ 3 milhões acumulados em 2009. Os papéis exibem valorização de 1,52%, a R$ 15,33.
Ainda no tocante aos balanços corporativos, chama atenção a redução de 11,3% no lucro líquido trimestral da WEG (WEGE3), que em resposta cai 0,64%. Já os papéis da NET (NETC4) recuam 0,44%, enquanto a empresa listou queda de 76% no mesmo indicador, impactada por efeitos contábeis e tributários.
Imobiliárias
Na ponta positiva do índice, por sua vez, destacam-se as empresas do setor imobiliário, lideradas por Cyrela (CYRE3), que sobe 2,19%, para R$ 23,30. A companhia é seguida de perto por Gafisa (GFSA3), que sobe 1,63%, e PDR Realty (PDGR3). Colabora para o movimento a melhora do crédito observada em setembro.
De acordo com a Nota de Política Monetária do Banco Central, o volume total de crédito do sistema financeiro nacional alcançou R$ 1,060 trilhão em setembro deste ano, o que representa um crescimento de 1,8% em relação ao apurado em agosto e um avanço de 15,08% frente ao nono mês de 2009. O documento mostrou também que a participação do volume de crédito sobre o PIB (Produto Interno Bruto) passou de 43,9% em setembro de 2009 para 46,7% no mesmo período de 2010. Em agosto deste ano, a parcela havia sido de 46,2%.
Tegma
Destaque também aos números operacionais da Tegma (TGMA3). De acordo com nota emitida ao mercado, foram transportados 331,3 mil veículos zero-quilômetro entre os meses de julho e setembro, quantia equivalente a uma expansão de 12,6% na base anual e de 16,4% ante o trimestre imediatamente anterior.
Com relação ao volume movimentado para exportação no período, este listou alta de 7,1% na passagem trimestral e de 50,6% contra o mesmo período de 2009. Os papéis, no entanto, exibem queda de 0,87% na BM&F Bovespa.
Petrobras
Resultados à parte, a Petrobras (PETR3, PETR4) comunicou a descoberta de indícios de hidrocarbonetos em poço na bacia de Sergipe na última terça, conforme consta no site da ANP (Agência Nacional de Petróleo). No entanto, após a expressiva valorização da véspera, os papéis são negociados nesta tarde com recuo de 1,23% e 1,43%, respectivamente.
Vale
Outra blue chip em destaque nos principais jornais é a Vale (VALE3, VALE5), que vê seus papéis ordinários e preferenciais Classe A desvalorizarem-se 1,54% e 0,85%, para R$ 54,35 e R$ 48,78, nessa ordem. Além da expectativa pelos seus números trimestrais, esperados para o final do dia, a mineradora afirmou na última terça que a substituição de Roger Agnelli na presidência da companhia jamais foi tratada entre os acionistas nem fez parte da pauta do seu Conselho de Administração.
Há rumores de que caso a candidata do PT, Dilma Rousseff, seja eleita presidente do País no próximo domingo (31), Agnelli seria substituído no cargo - apesar de não ser estatal, a Vale tem em seu bloco de controle o BNDESpar e a Previ (Fundo de Pensão do Banco do Brasil), o que dá ao Governo, indiretamente, certa influência na mineradora. Além disso, a União também tem 12 golden shares da companhia, o que dá ao Governo poder de vetar determinadas decisões da empresa.
"As especulações na imprensa, que atribuem a "fontes do Conselho de Administração" informações neste sentido, não retratam a posição dos acionistas controladores da empresa", afirmou a empresa em comunicado.
AmBev
Por seu turno, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) decidiu pela absolvição da acusação feita à Fundação Antonio e Helena Zerrenner - Instituição Nacional de Beneficência de que teria feito uso de informações privilegiadas, não divulgadas ao público, com a finalidade de obter vantagem ao adquirir ações ordinárias da AmBev (AMBV3, AMBV4).
O processo administrativo sancionador foi julgado na véspera e a absolvição se deve ao fato de que não foi possível comprovar que efetivamente ocorreu o uso de tais informações nacompra das ações, ocorrida em julho de 2003. Ainda assim, as ações caem 1,90%, para R$ 226,11, estendendo as perdas da véspera.
Ultrapar
A Ultrapar (UGPA4) firmou, através de sua subsidiária Ipiranga, um contrato de compra e venda para aquisição da DNP (Distribuição Nacional de Petróleo). O acordo possibilita a compra de 100% das cotas da empresa por R$ 85 milhões. O montante está "sujeito a ajustes de capital de giro e endividamento na liquidação financeira, prevista para ocorrer em novembro de 2010", segundo a Ultrapar.
Os papéis da companhia reagem com leve valorização de 0,12%, negociados a R$ 104,12. O contrato confirma a estratégia de expansão da companhia para as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil, iniciada com a compra da Texaco. Assim, com a aquisição, a Ultrapar visa ampliar em 40% o volume da Ipiranga no norte do País, prevendo uma alta no market share para 14%.
Fonte: InfoMoney
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário