Petrobras anuncia início de 1º sistema definitivo de produção no pré-sal em Tupi
O FPSO (unidade flutuante que produz, armazena e exporta
óleo e gás) está conectado ao poço RJS-660, que será testado até a
declaração de comercialidade da jazida, prevista para o final de
dezembro. A perspectiva é que na mesma época a sua interligação a outros
poços produtores também já esteja concluída, colocando a área de Tupi
na fase de desenvolvimento da produção.
Nessa mesma área, o Teste de Longa Duração de Tupi já
produziu desde maio de 2009 cerca de 7 milhões de barris de petróleo. "O
sistema-piloto, que iniciará atividades após a declaração de
comercialidade, complementará os dados técnicos colhidos pelo TLD com informações
críticas sobre o reservatório e a produção, indispensáveis à concepção
das futuras unidades que irão operar no pré-sal”, explica a estatal.
Além disso, o sistema contribuirá também para o aprimoramento dos
projetos de construção de poços e dos sistemas submarinos de coleta da
produção, assim como para a avaliação do desempenho de diferentes
métodos de extração de petróleo do reservatório.
Ainda segundo a empresa, “a unidade produzirá óleo leve de alto valor
comercial e dará início ao sistema de produção definitivo de Tupi, que
coletará informações técnicas fundamentais para o desenvolvimento das
grandes acumulações de petróleo descobertas nos últimos anos naquela
bacia sedimentar”.
Com a conclusão do teste de Tupi e da perfuração de outros poços
exploratórios, a Petrobras encaminhará à ANP (Agência Nacional do
Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) o relatório final de avaliação
da área de Tupi, junto com a declaração de comercialidade da jazida.
Região e especificações técnicas
“Até o momento já foram perfurados nove poços, naquela acumulação, com resultados excelentes para a empresa”, diz a Petrobras.
O FPSO Cidade de Angra dos Reis está ancorado em lâmina d’água de
2.149 metros e tem capacidade para produzir, por dia, até 100 mil barris
de óleo e processar até 5 milhões de metros cúbicos de gás. O
consórcio que desenvolve a produção no bloco BMS-11 é formado pela
Petrobras, que é a operadora, com 65% dos direitos exploratórios, o BG
Group (com 25%) e a Galp Energia (com 10%).
Fonte: InfoMoney
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