Ação da Petrobras estreia em alta e segue em recuperação


Ao final de um pregão marcado por volatilidade, o papel ordinário (PETR3) fechou com valorização de 2,02%, cotado a R$ 30,25. O preferencial (PETR4) terminou a R$ 26,50, uma valorização de 0,76%, movimentando R$ 1,53 bilhão, em mais de 38 mil negócios.
Nesta terça-feira (28), o papel ordinário da Petrobras operava às 10h32 (horário de Brasília) com estabilidade, cotado a R$ R$ 30,25. O preferencial registrava ligeira alta de 0,34%, a R$ R$ 26,59.

Com o objetivo de levantar recursos para explorar as jazidas do pré-sal, a estatal captou R$ 120 bilhões na maior oferta de ações do mundo.
Para Marco Aurélio Etchegoyen, operador da corretora gaúcha Diferencial, o desempenho atendeu as expectativas. "A partir de agora, a expectativa é de uma trajetória mais favorável das ações", projeta.

Desde o início do ano, os papéis acumulam perdas ao redor de 26% na bolsa, prejudicados pelas incertezas relacionadas à capitalização.

Com praticamente todas as informações disponíveis, a expectativa é de recuperação gradual das ações. Boa parte do mercado, porém, apostava em um valor mais baixo a ser fixado da coleta de intenções na última quinta-feira (26).

William Landers, gestor de um fundo de US$ 8,5 bilhões da gigante BlackRock voltado para América Latina, confessa que a oferta culminou em um preço acima do que "achávamos interessante para aumentar nossa posição".
No começo de 2010, Landers reduziu levemente a exposição em Petrobras, embora tenha mantido a empresa entre as cinco principais do fundo, uma representatividade por volta de 8%.

"Não gostamos dos termos da oferta e não participamos. Agora, pelo menos, chegamos ao final desse processo que pesava não só sobre a ação da Petrobras, mas no mercado como um todo. Estamos analisando eventualmente aumentar nossa posição, caso o papel atinja nosso preço-alvo, senão vamos continuar com outras opções que também tendem a se beneficiar pela ausência de uma operação gigante", analisa Landers.

Aproxima-se do consenso a visão de que não há dúvidas sobre o excelente valor dos ativos do pré-sal, restando apenas incerteza quanto à ingerência do governo.
"Ainda há algumas dúvidas relacionadas ao período eleitoral, como a composição futura da administração", acrescenta o gestor de ativos.

Os analistas Frank McGann e Conrado Vegner, do Bank of America Merrill Lynh, reduziram as estimativas para os American Depositary Receipts (ADRs) da empresa em Nova York, citando a diluição elevada do acionista minoritário.

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a participação da União na estatal passou de 40% para 48% na capitalização.

Em relatório, a analista Leila Almeida, da consultoria Lopes Filho, opina que a operação foi um sucesso uma vez que a oferta inicial foi totalmente colocada e ainda houve a colocação de lote adicional.

Fonte: Brasil Econômico

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