Radar: acompanhe algumas das principais oscilações na bolsa nesta quinta-feira
SÃO PAULO -
Seguindo a trajetória dos principais índices acionários
norte-americanos, o Ibovespa reverteu a tendência
vista no começo do pregão e opera com leve queda na tarde desta
quinta-feira (26). Apesar das referências positivas tanto na agenda
econômica dos EUA quanto na esfera corporativa da Europa, a apreensão
ainda mostra-se predominante em meio aos investidores nesta sessão.
Nos EUA, o número de novos pedidos de auxílio-desemprego na última
semana ficou em 473 mil, abaixo do que esperavam os analistas (485 mil
pedidos), o que animou os mercados no começo do dia. Contudo, a
apreensão em torno das novas estimativas para o PIB (Produto Interno
Bruto) do país e do discurso do presidente do Federal Reserve, Ben
Bernanke, ambos esperados para a próxima sexta-feira, tem minimizado o
impacto positivo trazido pelo indicador.
Já no continente europeu, os bons resultados postados por L'Oreal e
Crédit Agricole ajudaram a levar as bolsas locais a um fechamento
positivo, embora as altas relatadas no final do pregão tenham sido mais
brandas do que aquelas vistas durante a manhã.
Petrobras e sua capitalização
No noticiário doméstico, o destaque fica mais uma vez com a Petrobras (PETR3, PETR4), sobretudo por conta de sua capitalização, que a qualquer momento poderá ser concluída, já que rumores apontam que o valor do barril de petróleo da cessão onerosa só dependeria da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com notícia da Agência Estado, o valor final do preço do barril que será utilizado ficou em torno de US$ 8.
Diante desse cenário, os ativos da petrolífera operam sob forte
volatilidade neste pregão. Enquanto as ações ON registram perdas em
torno de 0,7% nesta tarde, os papéis preferenciais são negociados com
variação positiva próxima de 0,1%, cotados em torno de R$ 29,50 e R$
26,10, respectivamente.
Commodities metálicas em alta
Beneficiadas pelo forte rali nos preços das principais commodities metálicas no mercado internacional, as ações das mineradoras figuram entre os principais destaques positivos do Ibovespa. A MMX Mineração (MMXM3) opera com ganhos próximos de 3% nesta tarde, ao passo que os papéis ON e PNA da Vale (VALE3, VALE5) sobem 0,2% e 0,7%, respectivamente.
Nesta tarde, o cobre
negociado no mercado chega a registrar apreciação de 2,9%. Já o estanho e
o zinco reportam altas de 4,9% e 4,3%, respectivamente. O chumbo também
opera com forte valorização (+3,4%).
Braskem: momentum positivo
Alternando a liderança de ganhos do Ibovespa com a MMX, as ações da Braskem (BRKM5) seguem o momentum positivo visto nos últimos meses e operam com alta em torno de 3%. De maio pra cá, o desempenho dos ativos da petroquímica tem se descolado da trajetória apresentado pelo índice, o que tem surpreendido grande parte dos analistas. A analista de RI da empresa, Marina Dalben, justifica esse movimento aos bons resultados adquiridos pela companhia no segundo trimestre.
CCR e OHL
As empresas responsáveis pela administração de rodovias também ganham destaque no noticiário. Uma delas é a CCR (CCRO3), que anunciou na noite passada a aquisição total da companhia Rodovias Integradas do Oeste. O acordo foi firmado entre a subsidiária da companhia, a CPC (Companhia de Participações em Concessões), e a Multivias, e prevê o pagamento de R$ 342,3 milhões. Seus papéis sobem 0,25%.
Já a OHL Brasil (OHLB3) anunciou nesta manhã que
começará a cobrar pedágio na região de Mairiporã, na autopista Fernão
Dias, km 65,7 para quem segue no sentido de Belo Horizonte e km 66,7
para aqueles que seguem no sentido de São Paulo. A tarifa, de R$ 1,10,
passará a ser cobrada a partir do dia 1 de setembro. Suas ações declinam
0,7%.
GOL e LLX
Do transporte rodoviário ao aéreo, a GOL (GOLL4) confirmou à InfoMoney a assinatura de uma parceria com a Noar Linhas Aéreas, embora não tenha revelado maiores detalhes sobre a operação, que seriam apresentados ao conhecimento do mercado dentro de alguns dias. Os papéis da companhia aérea recuam 0,3% nesta tarde.
Finalmente, no setor portuário, a LLX Logística (LLXL3) ganhou notoriedade, após
a Receita Federal ter aprovado a habilitação do Superporto Sudeste,
subsidiária da LLX, no Reporto (Regime Tributário de Incentivo à
Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária). Dessa forma, a
empresa poderá realizar aquisições de equipamentos com a suspensão de
determinados impostos, estimados em R$ 70 milhões. Os ativos LLXL3
operam com desvalorização de 0,3%.
Tivit: possível OPA nos próximos dias
Por fim, a Tivit (TVIT3) informou nesta manhã a intenção de sua controladora Dethalas de entrar com pedido de OPA (Oferta Pública de Aquisição) unificada na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nos próximos dias, visando a saída do Novo Mercado e cancelamento de registro de companhia aberta. Registrando apenas um negócio nesta sessão, suas ações operam com leve queda de 0,2%.
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