Investidor deve se preparar para volatilidade com stops curtos, veem analistas
SÃO PAULO -
“Cautela e stops curtos”, eis as principais recomendações da Ágora
Corretora em seu relatório diário desta terça-feira (31) para o atual
momento pelo qual passa o mercado acionário.
“Não restam dúvidas acerca da indefinição da tendência das bolsas,
baixa liquidez forte influência (com volatilidade) dos dados americanos
complementares a serem divulgados ao longo da semana em curso”, dispara
a equipe da corretora.
As incertezas quanto ao cenário externo também mostram-se presentes
nas projeções de Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, em
seu documento para os próximos pregões. “A agenda da semana deve
continuar mostrando as fragilidades do cenário econômico americano”.
Agenda norte-americana
Nesta terça, Miriam observa que o pregão “impõe grande expectativa para a ata do Fomc (Federal Open Market Comittee) da reunião de política monetária ocorrida em 10 de agosto (...). Os players estarão interessados, especialmente, nos detalhes da discussão e implementação de novos impulsos monetários por parte do banco central americano.”
Além disso, o pregão será marcado pela série de indicadores a serem
publicados na maior economia do globo, com destaques para os preços de
residências e para a confiança do consumidor.
Ásia pode ofusca más notícias
No entanto, a diretora da AGK acredita que “as notícias sobre o crescimento acima do esperado do PIB da Índia, da produção industrial do Japão, das vendas no varejo na Austrália, dentre outros dados positivos da região, podem amenizar as perdas com eventuais más notícias ao longo do dia ou reforçar os ânimos se os eventos econômicos dos EUA também forem positivos.”
Cena doméstica e perspectivas
Por aqui, além dos olhares atentos ao mercado externo, especial atenção ao processo de capitalização da Petrobras (PETR3, PETR4). “Neste sentido, apesar de manter as expectativas com a realização da capitalização da estatal, prevista para 30 de setembro, o mercado de câmbio e de ações, se ressente com a falta de definição do preço do barril que será usado na cessão onerosa da União à Petrobras”, assinala a AGK.
“Assim, se ao longo do dia o viés negativo dos mercados
internacionais ficar reforçado e as notícias sobre a Petrobras
continuarem desanimadoras, o Ibovespa pode cair mais”, conclui Miriam
Tavares. Do mesmo modo, diante a agenda recheada, Luiz Augusto Pacheco, analista da Omar
Camargo, não descarta a
possibilidade de que o mercado continue pressionado.
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