Confiança da indústria cai pelo terceiro mês e é a menor desde novembro

O ICI (Índice de Confiança da Indústria) apresentou redução de 0,6% entre julho e agosto, ao passar de 113,6 para 112,9 pontos, considerando-se dados com ajuste sazonal. Esta foi a terceira queda consecutiva do índice. Embora ainda seja elevado em termos históricos, o ICI de agosto é o menor desde novembro de 2009. 



O dados foram divulgados nesta terça-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas), que destaca que o indicador iniciou trajetória de declínio a partir de março quando atingiu 116,5 pontos, o segundo maior nível histórico, superado apenas pelo recorde de 116,9 pontos de novembro de 2007. 

O ISA (Índice da Situação Atual) recuou 1,4%, para 115,1 pontos, o menor nível desde fevereiro de 2010, ficando 3,4 pontos abaixo da média do período pré-crise internacional (julho de 2007 a junho de 2008). 

Já o IE (Índice de Expectativas avançou 0,3%, após duas reduções consecutivas, ao passar de 110,4 para 110,7 pontos. Pelo décimo mês consecutivo, o índice mantém-se acima do patamar médio pré-crise, de 109,8 pontos. 

Dos quesitos integrantes do índice de confiança que retratam o momento atual, destaca-se o equilíbrio do nível dos estoques industriais. Em agosto, a proporção de empresas que avaliam o nível de estoques como excessivo ficou em 7,5% do total, mesmo percentual das que o consideram insuficiente. Em julho, estes percentuais haviam sido de 5,6 % e 7%, respectivamente. 

As expectativas em relação aos meses seguintes tornaram-se ligeiramente mais otimistas em agosto, após dois meses de piora. No caso do quesito que procura antecipar a tendência para a produção no trimestre seguinte, houve diminuição de frequência nos dois extremos de resposta: das 1.173 empresas consultadas, 43,7% preveem aumento do volume de produção no trimestre agosto-outubro (44,5% em julho) e 12,1%, redução (contra 13,4%). 

O NUCI (Nível de Utilização da Capacidade Instalada da indústria) reduziu-se de 85,1% para 84,9% entre julho e agosto, número idêntico ao registrado em maio passado. 

A média do indicador para o trimestre junho-agosto de 2010, de 85,2%, supera a média do primeiro trimestre deste ano (84%), período que a atividade industrial estava aquecida, mas é inferior à média dos 12 meses anteriores à crise internacional, de 85,8%. 

Fonte: Folha.com

0 comentários: