Ibovespa abre em queda, sob peso do mau humor deflagrado com indicadores
SÃO PAULO - Acompanhando o desempenho dos mercados de ações na Europa, o principal benchmark da BM&F Bovespa abriu em queda nesta quarta-feira (14). Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,93%, aos 63.092 pontos.
Ao mesmo horário, os principais índices da Inglaterra, Alemanha e França recuavam 0,74%, 0,17% e 0,89%, respectivamente. No mercado de ações futuro nos EUA, o S&P 500 exibia queda de 0,02%, enquanto Dow Jones e o Nasdaq Composit subiam, nesta ordem, 0,41% e 0,27%.
Indicadores
No Brasil, com a agenda sem indicadores econômicos relevantes, o foco volta-se para o plano internacional e para o noticiário corporativo doméstico. Neste sentido, destaque para o plano do Democratas (DEM) de entrar com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a reativação da Telebrás (TELB4) ainda nesta quarta-feira.
Nos EUA, foi divulgado há pouco o desempenho do setor varejista ao longo do mês de junho. O volume das vendas caiu 0,5% durante no período, apontou estudo publicado pelo Departamento de Comércio do país. O indicador contraria as expectativas dos analistas, que esperavam uma queda de 0,2% no período. Vale lembrar que, durante o mês de maio, a referência ficara negativa em 1,1%.
As divulgações por lá continuam às 11h00 (horário de Brasília), com o Business Inventories, que mede os estoques das empresas, e às 11h30, com os estoques de petróleo. Durante a tarde, o Federal Reserve anuncia ainda a ata da sua última reunião, na qual o juro básico foi mantido no patamar de 0% a 0,25% ao ano.
Na Europa, quem chama a atenção é o setor industrial. Conforme dados da Eurostat, a produção da indústria na Zona do Euro subiu 0,9% na passagem de abril para maio, abaixo da alta esperada de 1,2%. Na União Europeia como um todo, a alta foi maior, de 1%. Os números foram mal recebidos pelos mercados acionários europeus, que inverteram a trajetória de alta vista no início do pregão.
A agência de estatísticas do bloco também divulgou a inflação anual da região em junho. De acordo com o relatório, os preços subiram 1,4% na Zona do Euro no mês passado, mostrando desaceleração frente à alta de 1,6% registrada em maio. Na União Europeia, a inflação foi de 1,9%, abaixo da taxa de 2% vista no mês anterior.
Perspectivas
A despeito do otimismo deflagrado com o início positivo da temporada de balanços corporativos nos EUA, o time de análise da Prosper recomenda cautela. “Atenção redobrada nos indicadores da economia norte-americana e sobretudo chinesa, que serão divulgados nesta quarta e na quinta-feira, que poderão influenciar as apostas em relação ao cenário de ‘duplo mergulho’ ou de ‘crescimento lento e gradual com menor stress’”.
Análise Técnica
Para o analista gráfico Rodolfo Luiz Cavina, da Gradual Corretora, apenas quando o Ibovespa conseguir fechar acima dos 64.430 pontos é que ele deverá buscar os 66/68 mil pontos no curto prazo.
Por sua vez, "do lado da realização, o índice poderá ceder na perda de 62.750 pontos e, caso feche abaixo dos 62.000 pontos, voltará a indicar o rumo da baixa no curtinho, seguindo para um fortíssimo suporte próximo aos 61.100 pontos”, comenta.
Principais oscilações
Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Telemar NLeste PNA (TMAR5, R$ 48,52, -2,75%), Telemar ON (TNLP3, R$ 38,21, -2,50%), Copel PNB (CPLE6, R$ 36,70, -2,13%), Cosan ON (CSAN3, R$ 23,67, -1,99%) e Trans Paulista PN (TRPL4, R$ 45,60, -1,94%).
Fechamento anterior
O principal índice da bolsa paulista fechou o pregão de terça-feira em alta de 1,15%, atingindo 63.685 pontos e registrando uma baixa acumulada no ano de 7,15%. O volume financeiro foi de R$ 5,56 bilhões.
Fonte: InfoMoney
Ao mesmo horário, os principais índices da Inglaterra, Alemanha e França recuavam 0,74%, 0,17% e 0,89%, respectivamente. No mercado de ações futuro nos EUA, o S&P 500 exibia queda de 0,02%, enquanto Dow Jones e o Nasdaq Composit subiam, nesta ordem, 0,41% e 0,27%.
Indicadores
No Brasil, com a agenda sem indicadores econômicos relevantes, o foco volta-se para o plano internacional e para o noticiário corporativo doméstico. Neste sentido, destaque para o plano do Democratas (DEM) de entrar com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a reativação da Telebrás (TELB4) ainda nesta quarta-feira.
Nos EUA, foi divulgado há pouco o desempenho do setor varejista ao longo do mês de junho. O volume das vendas caiu 0,5% durante no período, apontou estudo publicado pelo Departamento de Comércio do país. O indicador contraria as expectativas dos analistas, que esperavam uma queda de 0,2% no período. Vale lembrar que, durante o mês de maio, a referência ficara negativa em 1,1%.
As divulgações por lá continuam às 11h00 (horário de Brasília), com o Business Inventories, que mede os estoques das empresas, e às 11h30, com os estoques de petróleo. Durante a tarde, o Federal Reserve anuncia ainda a ata da sua última reunião, na qual o juro básico foi mantido no patamar de 0% a 0,25% ao ano.
Na Europa, quem chama a atenção é o setor industrial. Conforme dados da Eurostat, a produção da indústria na Zona do Euro subiu 0,9% na passagem de abril para maio, abaixo da alta esperada de 1,2%. Na União Europeia como um todo, a alta foi maior, de 1%. Os números foram mal recebidos pelos mercados acionários europeus, que inverteram a trajetória de alta vista no início do pregão.
A agência de estatísticas do bloco também divulgou a inflação anual da região em junho. De acordo com o relatório, os preços subiram 1,4% na Zona do Euro no mês passado, mostrando desaceleração frente à alta de 1,6% registrada em maio. Na União Europeia, a inflação foi de 1,9%, abaixo da taxa de 2% vista no mês anterior.
Perspectivas
A despeito do otimismo deflagrado com o início positivo da temporada de balanços corporativos nos EUA, o time de análise da Prosper recomenda cautela. “Atenção redobrada nos indicadores da economia norte-americana e sobretudo chinesa, que serão divulgados nesta quarta e na quinta-feira, que poderão influenciar as apostas em relação ao cenário de ‘duplo mergulho’ ou de ‘crescimento lento e gradual com menor stress’”.
Análise Técnica
Para o analista gráfico Rodolfo Luiz Cavina, da Gradual Corretora, apenas quando o Ibovespa conseguir fechar acima dos 64.430 pontos é que ele deverá buscar os 66/68 mil pontos no curto prazo.
Por sua vez, "do lado da realização, o índice poderá ceder na perda de 62.750 pontos e, caso feche abaixo dos 62.000 pontos, voltará a indicar o rumo da baixa no curtinho, seguindo para um fortíssimo suporte próximo aos 61.100 pontos”, comenta.
Principais oscilações
Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Telemar NLeste PNA (TMAR5, R$ 48,52, -2,75%), Telemar ON (TNLP3, R$ 38,21, -2,50%), Copel PNB (CPLE6, R$ 36,70, -2,13%), Cosan ON (CSAN3, R$ 23,67, -1,99%) e Trans Paulista PN (TRPL4, R$ 45,60, -1,94%).
Fechamento anterior
O principal índice da bolsa paulista fechou o pregão de terça-feira em alta de 1,15%, atingindo 63.685 pontos e registrando uma baixa acumulada no ano de 7,15%. O volume financeiro foi de R$ 5,56 bilhões.
Fonte: InfoMoney
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