Bolsas da Ásia fecham sem direção à espera de dados econômicos e balanços
As Bolsas asiáticas fecharam nesta terça-feira sem rumo definido. A sessão foi marcada ainda por preocupação dos investidores sobre a política monetária chinesa. Os investidores aguardam divulgações de dados econômicos e balanços de empresas para avaliar o ritmo da recuperação da crise.
A Bolsa de Tóquio (Japão) atingiu o maior nível em 15 meses, subindo 0,75%, aos 10.879 pontos, impulsionado por empresas da indústria de base, como a Sumitomo Metal Mining, apesar do setor de tecnologia ter tido um dia ruim graças ao um iene mais forte. A Bolsa de Seul (Coreia do Sul) avançou 0,27%, aos 1.698 pontos.
Já as Bolsas de Hong Kong (-0,38%), Taipé, em Taiwan (-0,17%) e Cingapura (-0,59%) tiveram perdas. Pela região, a Bolsa de Sydney (Austrália) teve queda de 1,03%, para 4.899 pontos.
A Bolsa de Xangai reverteu perdas e acabou por subir 1,91%, a 3.273 pontos. As ações da Chalco (Aluminum Corporation of China), no entanto, perderam 2,44% após a divulgação dos resultados da norte-americana Alcoa --que apresentou ontem um prejuízo de US$ 277 milhões (US$ 0,28 por ação) no quarto trimestre do ano passado, após um lucro de US$ 77 milhões no terceiro trimestre.
Apesar de ter voltado a registrar perdas no trimestre, o resultado na comparação anual melhorou, já que no mesmo trimestre de 2008 a perda foi de US$ 1,19 bilhão, ou US$ 1,49 por ação. A Alcoa tradicionalmente abre a temporada de balanços nos Estados Unidos, e por isso seus resultados são avaliados de perto pelos mercados.
O Banco do Povo da China (BC chinês) elevou o rendimento da oferta de 20 bilhões de yuans (US$ 2,9 bilhões) de títulos de um ano em 8 pontos-base, para 1,8434%, após manter o rendimento estável nos 20 leilões anteriores. Analistas previam uma alta de 4 pontos-base.
"O aumento no rendimento do leilão de hoje foi muito maior do que uma previsão média do mercado de um aumento de 4 pontos, o que significa que o banco central acelerou a drenagem de liquidez ainda mais fortemente do que o mercado esperava", disse o analista Dong Dezhi, do Bank of China, em Xangai.
Fonte: Folha Online
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