Ibovespa Futuro indica alta no aguardo de resolução na Zona do Euro

Os contratos do Ibovespa Futuro iniciaram o pregão desta quinta-feira (10) em alta de 0,81%, sendo negociados a 58.400 pontos. A tendência indica recuperação de parte das perdas apresentadas na véspera, quando o benchmark recuou 2,50%, mas investidores mantêm foco na Europa.

Por mais um dia, a nova rodada de crise da dívida na Zona do Euro traz maior volatilidade ao mercado de ações. Enquanto as medidas de austeridade na Itália não são aprovadas – a previsão é de votação final até domingo – e Silvio Berlusconi, o primeiro-ministro, não renuncia, os investidores seguem também no aguardo do novo governo de coalizão grego, o que aumenta o clima de aversão ao risco.

De acordo com informações de agências de notícias, a União Europeia estaria discutindo nos bastidores a formação de um novo bloco monetário, depois de considerar que o recente cenário adverso para os Piigs (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha) afetou estruturalmente demais o conjunto de países que adotaram a moeda única.

“O índice VIX de volatilidade subiu mais de 30%, superando 35 pontos, maior nível desde a primeira semana de outubro”, alerta Miriam Tavares, indicando mais um pregão instável para os mercados acionários nesta quinta. No sentido contrário, a equipe econômica do Bradesco tem expectativa de uma queda na aversão ao risco.

Juros e aguardo de indicadores nos EUA
No Brasil, os juros futuros indicaram pela primeira vez um nível de apenas um dígito para a taxa até 2013. Os contratos de DI (Depósitos Interbancários) de dois anos na BM&F fecharam negociados a 9,95% ao ano na véspera.

Para André Perfeito, economista-chefe, o mercado começa a pedir cortes na Selic com a deterioração do cenário externo, e a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) pode já cortar os juros em 0,75 ponto percentual, para 10,75% anuais. O problema, no entanto, na visão do especialista, é que essa redução faz o Banco Central se comprometer a quedas parecidas nas reuniões seguintes.

Para o pregão brasileiro, investidores também ficam de olho na divulgação dos pedidos iniciais de auxílio desemprego nos Estados Unidos, além do indicador de balança comercial daquele país. Por aqui, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) voltou a subir no primeiro decêndio de novembro, ficando em 5,82% de alta no acumulado de doze meses.

Temporada de resultados

O Ibovespa também pode ser influenciado pela grande quantidade de balanços corporativos de componentes do índice, referentes ao terceiro trimestre. Entre as empresas que divulgaram seus números para o período, estão a Cyrela (CYRE3), cujo lucro líquido caiu 16,6% e terminou em R$ 147 milhões, e a Cosan (CSAN3), que registrou resultado final de R$ 63,2 milhões para o segundo período da safra 2012, um forte recuo de 74,83%.

Fonte: InfoMoney