DIs seguem sem direção única na BM&F

Os Contratos de Depósito Interfinanceiros (DIs) operam sem direção única nos negócios deste início de tarde na BM&F. O que se via era estabilidade na ponta mais curta e contratos com operações em queda e leve alta na ponta mais longa da curva dos juros.


Há pouco, os contratos para agosto de 2011 e janeiro de 2012 estavam estáveis a 12,40% e 12,47%, respectivamente; os vencimentos para janeiro de 2013 cediam 0,01 p.p a 12,67%; enquanto os contratos para janeiro de 2014 operavam estáveis, e janeiro de 2017 e 2021 subiam 0,02 p.p a 12,62% e 12,42%, respectivamente.

Para o economista da Renascença Corretora, Marcelo Nascimento, a ponta mais curta reflete a divulgação do resultado da Ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada esta manhã, que mostra que a autoridade monetária já enxerga um cenário mais favorável para inflação.

"A Ata não dá margem para interpretação de aumento do ciclo de juros. No entanto, a ponta mais longa da curva vê essa possibilidade, além de que as medidas sobre o mercado derivativo de câmbio anunciadas ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, têm hoje grande peso para essa ponta longa", aponta Nascimento.

Por aqui, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,12%, no terceiro decêndio do mês de julho, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Para o mesmo período de apuração do mês anterior, a variação foi um declínio de 0,18%. O terceiro decêndio do IGP-M de julho compreendeu o intervalo entre os dias 21 de junho e 20 de julho.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) também registrou deflação de 0,22%, no terceiro decêndio de julho. No mesmo período do mês de junho, a taxa foi queda de 0,45%.

Na mesma linha, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou, na terceira medição de julho, taxa de variação negativa de 0,13%. No mesmo período do mês anterior, a taxa registrada foi declínio de 0,12%. Apenas uma das sete classes de despesas componentes do índice registrou acréscimo em sua taxa de variação, sendo esta a classe de transportes (-1,34% para 0,11%).

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou, no terceiro decêndio de julho, taxa de 0,59%. No terceiro decêndio de junho, a taxa foi de 1,43%.

Pela manhã, o  Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) avaliou que o cenário de perspectivas para a inflação mostra sinais mais favoráveis. A informação consta da ata da última reunião do comitê, realizada na semana passada, quando foi decidido elevar a taxa básica de juros, a Selic, pela quinta vez este ano. A Selic está em 12,50% ao ano.

Segundo o comitê, as ações de restrição ao crédito e de elevação da taxa básica de juros “ainda terão seus efeitos incorporados à dinâmica dos preços, processo que tende a se acentuar neste semestre”.

O Copom retirou da ata divulgada hoje a expressão “suficientemente prolongado”, usada em documentos anteriores para se referir ao período de reajustes da taxa Selic.

No ambiente externo, o comitê avalia que “as evidências apontam moderação adicional no processo de recuperação em que se encontram as economias do G3 [Japão, Estados Unidos e Europa] e, em outra perspectiva, ainda revelam influência ambígua sobre o comportamento da inflação doméstica”.


Fonte: Último Instante