Radar: acompanhe algumas das principais oscilações na bolsa nesta sexta-feira


SÃO PAULO - Recuperando parte das perdas acumuladas na última sessão, o Ibovespa  segue na tarde desta sexta-feira (11) com alta próxima de 0,6%, aos 66.500 pontos, movimento mais acentuado que dos principais índices acionários dos EUA, que registram leve alta de 0,2%, e contrário ao das bolsas europeias, que fecharam no negativo.


Os investidores iniciaram o dia com a notícia de que um terremoto de 8,9 graus na escala Richter atingiu a costa nordeste do Japão, o maior dos últimos 140 anos. Além de dois terremotos de magnitude menor, o tremor foi seguido por uma onda gigante de 10 metros que atingiu diversos pontos no litoral, devastando a região e trazendo apreensão aos mercados.

Além da trágica notícia, destaque também para o noticiário envolvendo o petróleo. Segundo relatório da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), a produção da commodity por parte do cartel subiu para mais de 30 milhões de barris por dia em fevereiro, o maior nível desde dezembro de 2008. Com isso, o tipo WTI, negociado em Nova York, recua 2%, enquanto o Brent cerca de 1,3%. Além disso, Barack Obama afirmou nesta tarde que os EUA estão de olho a qualquer potencial manipulação nas cotações da commodity.

Por aqui, os investidores seguem os índices de inflação, com destaque para a divulgação da primeira prévia de março do IGP-M e ao IPC – Fipe da primeira quadrissema de março. Expectativa também pelas novas medidas macroprudenciais pelo governo, prometidas para logo após do Carnaval.

Destaques positivos do Ibovespa


Liderado a ponta positiva do mercado, as ações ON e PNA da Usiminas (USIM3;USIM5) registram valorização de 5,1% e 4,3%, respectivamente. Ainda no campo positivo, o setor de consumo e varejo, liderado pelas ações da Lojas Renner (LREN3), Souza Cruz (CRUZ3) e Lojas Americanas (LAME4) dão impulso ao principal índice de ações da bolsa paulista, com altas de 3,6%, 2,9% e 2,7%, nessa ordem.


Ampliando os ganhos acumulados na sessão anterior, refletindo as interpretações do mercado acerca da ata do Copom (Comitê de Política Monetária), as construtoras também aparecem no extremo da ponta compradora do Ibovespa nesta sexta-feira. Destaque para os papéis de Rossi (RSID3, +3,3%), Cyrela (CYRE3, +3,1%) e Gafisa (GFSA3, +2,6%).

Vale: royalties e abertura de gap das ações


Em resposta à cobrança de cerca de R$ 4 bilhões do governo, provenientes de irregularidades no cálculo dos royalties da exploração de minério de ferro, a Vale (VALE3, VALE5) comunicou que “sempre pautou sua conduta pelo cumprimento das leis e pagamento de suas obrigações pecuniárias, mas não pode deixar de discutir valores controversos”. No entanto, a empresa acatará as decisões definitivas do Judiciário.


“A Vale entende que os valores cobrados pelo DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) são excessivos e devem ser submetidos a perícias judiciais”, além de que “ainda aguarda retificação deste valor, e análise pela autarquia dos demais valores cobrados”.

Recuperando parte das perdas acumuladas na semana, os papéis preferenciais classe A e ordinários da mineradora avançam 0,6% e 0,2%, respecitvamente. Nesta semana, as ações VALE5 recuaram forte, abrindo dois gaps de baixa e voltando negociar na casa de R$ 46,00, suporte marcado em outubro do ano passado. Até o momento, a desvalorização acumulada nesta semana supera os 5%.

Petrobras


A Petrobras (PETR3;PETR4) informou que os abalos sísmicos sentidos no Japão não afetaram sua refinaria localizada na ilha de Okinawa, ressaltando que as operações estão ocorrendo normalmente. Segundo a estatal, não há registros de funcionários feridos. Os papéis ON registram ganhos de 0,7%, ao passo que as ações PN operam próximos da estabilidade.


Brasil Ecodiesel


O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou sem restrições a incorporação das ações de emissão da Maeda Agroindustrial pela Brasil Ecodiesel (ECOD3), conforme as negociações ocorridas entre as empresas no final do ano passado. As ações operam estáveis a R$ 0,82.


GOL


No setor aéreo, destaque para a GOL (GOLL4), que inaugurará neste mês um modelo de vendas de passagens aéreas nas estações de metrô Itaquera, Sé e Luz, ambas localizadas na cidade de São Paulo. O objetivo da operação é atingir as classes C e D, divulgou a empresa, cujas ações sobem cerca de 2,7%, em reação também ao recuo das cotações do petróleo.


Tecnisa


A Tecnisa (TCSA3) anunciou o encerramento de sua oferta pública primária de ações ordinárias. Segundo publicado pela companhia, foi captado um montante de R$ 398,305 milhões, a um preço de R$ 10,00 por papel. Os investidores estrangeiros responderam pela maior participação da oferta, ao subscreverem 53,37% do total captado. Os papéis operam bem próximo da estabilidade.


Rodobens


Seguindo na temporada de resultados, a Rodobens (RDNI3) – a qual havia adiado a publicação de seus números trimestrais – atingiu sua meta de lançamentos e seu lucro saltou 8.965% na passagem dos três últimos meses de 2009 para os de 2010, além de um crescimento de 152% no VGV lançado total. No entanto, os papéis recuam 1,2%.


Fertilizantes Heringer


Do mesmo modo, a Fertilizantes Heringer (FHER3) reportou lucro líquido de R$ 113,52 milhões no quarto trimestre de 2010, enquanto a receita líquida saltou 37,3%. “Basicamente, esse resultado deveu-se ao aumento do volume de entregas de 10,1% em relação ao 4T09 e ao aumento de 29,2% no preço médio de vendas, que no 4T10 foi de R$ 856,09, enquanto no 4T09 foi de R$ 662,79”, informou a empresa. Os papéis recuam 2,5% nesta tarde.


Fonte: InfoMoney