Radar: acompanhe algumas das principais oscilações na bolsa nesta quarta-feira


SÃO PAULO – Após o feriado prolongado, o Ibovespa apresenta queda nesta quarta-feira (9), em que o horário de negociação será excepcionalmente mais curto, das 13h00 às 18h00. Com as cotações do petróleo incomodando novamente, o índice acompanha o comportamento das principais bolsas norte-americanas e recua 0,61%, para 67.598 pontos.


Os investidores repercutem principalmente relatos de agências internacionais sobre ataques a regiões produtoras de petróleo na Líbia, após ser detectada fumaça na região de El Sider. Segundo as notícias, Muammar Gaddafi teria autorizado um pesado bombardeio com o objetivo de atingir tropas de rebeldes localizadas na região leste do país - que concentra os principais pólos produtores da commodity na Líbia.

Neste cenário, a cotação do barril do petróleo do tipo Brent, negociado em Londres, registra alta de 2,07%, cotado a US$ 115,40. O barril em Nova York, por outro lado, aponta leve recuo. 

Além dos eventos na Líbia, que continuam a trazer aversão ao risco para o mercado, os investidores ainda operam em função da expectativa, criada na última sexta-feira (4), de que o governo estaria estudando novas medidas para tentar conter a apreciação do câmbio, entre elas uma nova taxação para entrada de capital estrangeiro. Dessa vez, o temor é que a elevação de alíquota atinja a renda variável. 

Na agenda, destaque para o nível dos estoques no atacado norte-americano, que surpreendeu ao avançar mais do que o esperado no mês de janeiro. Segundo o Departamento de Comércio, o indicador Wholesale Inventories mostrou alta de 1,1% no período, frente a elevação esperada pelo mercado de 1,0%. 

Por aqui, após 12 semanas consecutivas em que a previsão para a inflação foi elevada, o relatório Focus do Banco Central mostrou redução da expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que passou de de 5,80% para 5,78%. Ainda segundo a mediana das projeções dos economistas ouvidos pela autoridade monetária, o PIB (Produto Interno Bruto) deve crescer 4,29% em 2011, enquanto na edição passada do relatório as projeções indicavam um crescimento de 4,30% da economia neste ano.


Vale

O governo cobra da Vale (VALE3VALE5) uma dívida de quase R$ 4 bilhões por conta de irregularidades no cálculo dos royalties referentes à exploração de minério de ferro, segundo publicou o jornal Folha de São Paulo nesta quarta-feira. O DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) exige que a mineradora pague R$ 900 milhões pela exploração de minério no Pará e outros R$ 3 bilhões pela mineração em Minas Gerais. De acordo com a reportagem, um processo para cassar a concessão da Vale em Carajás chegou a ser aberto, mas já foi revogado.


Tanto a Vale quanto o DNPM foram contatados pela InfoMoney, no entato não foi possível confirmar as informações. Com o noticiário, as ações da Vale são destaque de queda neste pregão. Enquanto os papéis ordinários da mineradora recuam 2,79%, para R$ 54,10, as ações preferenciais operam em queda de 2,26%, cotadas a R$ 47,94. 


CSN

A CSN (CSNA3) está revendo seu plano de investimento em Minas Gerais, divulgou o jornal Valor Econômico. Segundo a reportagem, os recursos aplicados seriam incrementados e a mineração ganharia mais importância nos negócios da companhia nos próximos anos, passando dos R$ 9 bilhões anunciados em 2009 para R$ 15 bilhões. As ações da empresa recuam 1,30%, cotadas a R$ 26,53. 



Restoque

Após o fechamento da última sessão, a Restoque (LLIS3) antecipou algumas informações não auditadas sobre os resultados de fevereiro, e revelou um crescimento de 44% da receita bruta e de 29% das vendas brutas em lojas comparáveis, ambos sobre o mesmo mês de 2010. Os papéis respondem, no entanto, com queda de 1,19%, para R$ 16,54. 



LLX

Além disso, a MAM (Manulife Asset Management) anunciou que adquiriu 5% das ações em circulação da LLX Logística (LLXL3), montante que corresponde a aproximadamente 34 milhões de ações de emissão da empresa do Grupo EBX. As ações da companhia aparecem em destaque, com alta de 1,78%, para R$ 4,58. 



Tegma

A Tegma (TGMA3), por sua vez, vê seus papéis serem negociados com valorização de 2,17%, cotados a R$ 23,50, após comunicar ao mercado nesta quarta que adquiriu o controle da Direct Express Logítica Integrada, empresa que presta serviços de logística para a cadeia de distribuição no setor de e-commerce. A Tegma passa a deter direta e indiretamente 80% do capital social da empresa, com opção de compra das ações ordinárias remanescentes.
 


IMC

Por último, mais uma ação começou a ser negociada na BM&F Bovespa neste pregão. Em seu primeiro dia de negócios, as ações da IMC (IMCH3) registram queda de 0,37%, aos R$ 13,45. É válido lembrar que estes papéis foram precificados no piso das estimativas dos coordenadores do IPO (Oferta Pública Inicial, na sigla em inglês), aos R$ 13,50.

Fonte: InfoMoney