Onda de otimismo japonês embala Ibovespa futuro
Forte de alta do índice Nikkei e otimismo no oriente espalham onda positiva pelos índices futuros do mercado internacional. Ibovespa futuro opera em alta de 0,38%, aos 67.850 pontos.
O otimismo tomou conta dos mercado asiáticos durante o pregão desta quarta-feira (16/3) no oriente. A bolsa de Tóquio disparou nada menos que 5,7% em um repique de alta, após acumular queda de 21% com as fortes perdas disparadas pelo maremoto e crise nuclear que vem assolando o país desde a última sexta-feira (11/3). O índice fechou acima dos 9 mil pontos.
Segundo a análise do departamento econômico do BGC Liquidez, chefiado por Alfredo Barbuti, os mercados já abriram com diferencial de alta. "Os mercados já abriram com gap, pois as quedas foram excessivas nos dias anteriores. Embora tenham perdido ímpeto ao longo do dia, se recuperaram e fecharam próximas das máximas da abertura", informa relatório divulgado pela instituição nesta manhã.
O bom humor se espalhou pelo oriente. Em Xangai, a bolsa subiu 1,19%. Hong Kong se valorizou em 0,1%, Seul avançou 1,77% e Taiwan teve alta de 1,09%. Cingapura encerrou com ganho de 0,85% e Sydney subiu 0,65%.
Europa
Na Europa, na última terça-feira (15/3), a Moody's cortou a nota de Portugal, revisando suas perspectivas do país para um panorama mais negativo. No entanto, as perdas nas bolsas europeias não devem ser atribuídas exclusivamente a esse elemento, uma vez que o fator Ásia tem espalhado o temor pelo mundo.
Por outro lado, apesar da onda de receio pelos mercados no velho continente, os fundamentos tem dado bons sinais. "Hoje as expectativas quanto ao encaminhamento da crise financeira são positivas com as medidas esperada spara a semana que vem", aponta o documento do BGC Liquidez.
Nesse sentido, as bolsas europeias trabalham com perdas. Londres perde 0,82% e a bolsa francesa tem desvalorização de 0,85%. O índice alemão tem desvalorização de 0,15%.
Brasil
No Brasil, o investidor deve voltar os olhos para os dois indicadores de preços medidos pela Fundação Getúlio Vargas, já divulgados nesta manhã.
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) acelerou para 0,64% na segunda leitura de março, ficando 0,05 ponto percentual acima da taxa registrada na última medição.
Os preços no varejo avançaram em ritmo menor e o Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) recuou para 0,84% em março, ante 1,03% no mês anterior.
Câmbio
Para as operações de câmbio, as atenções estão voltadas para os números do fluxo cambial.
As novas cifras devem ser divulgadas por volta do 12h30 pelo Banco Central. A moeda americana opera em baixa de 0,25%, aos R$ R$ 1,66. O euro perde 0,26% contra a divisa americana, que tem ganhos de 0,03% sobre o iene. A libra esterlina ganha 0,17% sobre a moeda americana.
EUA
Dos Estados Unidos, o mercado aguarda a divulgação dos indicadores mensais do setor imobiliário americano.
O Housing Starts, que calcula o número de casas novas construídas, e o Building Permits, que calcula o número de empreendimentos autoridados no país, estão previstos para esta manhã.
Na última terça-feira, o Federal Reserve, Ben Bernanke anunciou a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) de manter a taxa básica de juros do país entre 0% e 0,25%. "A recuperação econômica está num passo mais firme, e as condições gerais no mercado de trabalho parecem estar melhorando gradualmente", disse o banco central em comunicado.
A decisão impediu maiores quedas nos principais índices acionários locais. O Dow Jones encerrou com perdas de 1,15%, o S&P com desvalorização de 1,12% e o Nasdaq com perdas de 1,25%.
E o número de solicitações de empréstimos hipotecários nos Estados Unidos, medido pela Mortgage Bankers Association (MBA), recuou 0,7% na semana encerrada no dia 4 de março, com ajustes sazonais, em relação à semana anterior.
Fonte: Brasil Econômico