Ambiente externo limita ganhos do Ibovespa


O cenário econômico negativo afetou os negócios da bolsa brasileira logo na abertura. Na China, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), principal indicador da inflação, subiu 4,9% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado



11 de março de 2011 – Dados negativos da China, temores quanto à situação da Europa e um terremoto no Japão limitam os ganhos da Bolsa de Valores de São Paulo sem direção definida. Há pouco, o Ibovespa tinha alta de 0,53%, aos 66.392 pontos. O giro financeiro estava em R$ 778,77 milhões.


O cenário econômico negativo afetou os negócios da bolsa brasileira logo na abertura. Na China, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), principal indicador da inflação, subiu 4,9% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado.


Já a produção industrial chinesa nos dois primeiros meses de 2011 subiu 14,1% na comparação com o mesmo período do ano passado contra elevação de 13,5% em dezembro.


"O dado da inflação chinesa veio acima da expectativa, o que pressiona o preço das commodities e impacta diretamente por aqui", explicou o operador da Um Investimentos, Paulo Hegg.


Além disso, o Japão foi atingido por terremoto de 8,8 graus na escala aberta de Richter que aconteceu no litoral nordeste do país. O governo japonês assinalou que se trata do maior terremoto ocorrido no Japão em sua história e que os danos são "grandes".


Na opinião de Hegg, o rebaixamento do rating da Espanha, feito ontem pela agência de classificação de risco Moody’s também afeta os negócios hoje.
Por outro lado, nos Estados Unidos, as vendas do varejo (serviços e alimentação) em fevereiro somaram US$ 387,1 bilhões, aumento de 1% sobre janeiro, e elevação de 8,9% sobre fevereiro de 2010.


Por fim, o aumento dos protestos na Arábia Saudita já começa a preocupar o mercado. "É uma situação que traz temores, já que o país é o grande produtor de petróleo. Se enfrentarem tensões, os preços poderão disparar. No entanto, acho que o governo não vai perder o controle dos protestos", definiu Paulo Hegg.


Dentre as ações com maior peso na carteira teórica (que vigora de 3 de janeiro a 29 de abril) Vale PNA (VALE5) subia 1,02% a R$ 46,53; Petrobras PN (PETR4) caía 0,07% a R$ 28,12; OGX ON (OGXP3) tinha baixa de 1,95% a R$ 18,63; Itaú Unibanco PN (ITUB4) tinha elevação de 1,18% a R$ 35,25; e BM&FBovespa ON (BVMF3) recuava 0,18% a R$ 11,26.


Fonte: Último Instante