Lucro da Gol cai 66% no quarto trimestre com variação cambial
SÃO PAULO - A companhia aérea Gol registrou lucro líquido de R$ 132,2 milhões no quarto trimestre de 2010, um recuo de 66% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a empresa ganhou R$ 397,8 milhões. A queda no resultado foi atribuída pela companhia à valorização do real em relação ao dólar durante o trimestre.
Já na comparação com o terceiro trimestre de 2010, o lucro líquido cresceu 20% de outubro a dezembro do mesmo exercício - quanto a demanda é altíssima por conta das férias e festas de fim de ano. O balanço divulgado hoje pela Gol segue as normas internacionais de contabilidade (IFRS).
Segundo a empresa aérea, o lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação, amortização e custos com leasing de aeronave (Ebitdar, na sigla em inglês) alcançou R$ 475 milhões o trimestre, ou 63,8% maior em relação ao mesmo período do ano passado. A margem Ebitdar passou de 17,9% para 25,4%.
A receita líquida da companhia avançou 15,6%, para R$ 1,869 bilhão, aumento atribuído à forte demanda do setor aéreo. O grande volume de passageiros no período permitiu à Gol elevar os preços das tarifas, levando o yield (índice de rentabilidade que baliza o reajuste de passagens aéreas) a um crescimento de 12,9% na comparação anual.
Com a recuperação do cenário brasileiro, a Gol registrou aumento da demanda doméstica de 6,9% em relação ao quarto trimestre de 2009. Na malha internacional, a elevação foi de 8,4%, com ampliação no número de destinos fora do Brasil operados pela empresa (Punta Cana, Barbados, Saint Maarten e Aeroparque em Buenos Aires).
A malha aérea total da companhia apresentou crescimento de 10,5% na mesma base de comparação, o que pode ser explicado pelo maior número médio de aeronaves em operação no período e aumento da taxa média de utilização da frota.
A taxa média de ocupação da malha aérea da Gol recuou de 73,4% no último trimestre de 2009 para 71,1% no mesmo período de 2010.
A companhia encerrou o ano passado com participação de 39,5% na demanda do setor doméstico, o que representa uma queda de 2,2 pontos percentuais quando comparado a 2009, retração atribuída pela Gol à expansão da oferta na indústria nacional.
Fonte: Uol Economia