Radar: acompanhe algumas das principais oscilações na bolsa nesta segunda-feira
SÃO
PAULO – Com a ausência de referências externas relevantes, já que nos
EUA os mercados permanecem fechados por conta do feriado em comemoração
ao nascimento de Martin Luther King, o pregão
brasileiro é marcado pelo vencimento de opções sobre ações. Assim, sob
volatilidade, o Ibovespa opera em queda de 0,3%, próximo dos 70.700
pontos.
Ainda no âmbito interno, o relatório Focus apontou para
elevação da expectativa de inflação, com reajuste das previsões para o
IPCA (Índice de Preços
ao Consumidor Amplo), que passaram de 5,34% para 5,42% neste ano. Por
fim, é previsto um aumento da taxa Selic em 0,50 ponto percentual na
próxima quarta-feira.
Na Europa, os mercados acionários também operam em queda, à
espera do encontro dos ministros de finanças em Bruxelas, os quais
discutirão sobre a situação econômica na região, com destaque para uma possível ampliação do EFSF (Fundo Europeu para Estabilização Financeira).
Petrobras
A Petrobras (PETR3, PETR4) anunciou na última sexta-feira que as reservas provadas de óleo, condensado e gás natural atingiram 15,986 bilhões de barris no final de 2010, o que corresponde a um aumento de 7,5% sobre o ano anterior, sendo que 96% do total está localizado no Brasil.
"O aumento das reservas da Petrobras se deve à incorporação das
novas áreas descobertas do pré-sal nas Bacias de Campos e Santos, a
novas descobertas nas demais Bacias e projetos implantados nos campos
maduros", explica a empresa. Entre os destaques das descobertas estão
os campos Lula e Cernambi (antigos Tupi e Iracema), Marlim e Pampo,
Barracuda e Marlim Leste, entre outros.
Embora o anúncio tenha sido considera positivo por analistas, as
ações da companhia são pressionadas pelo vencimento de opções. Os
papéis ordinários perdem 0,26%, cotados a R$ 30,69, enquanto as ações
preferenciais revertem a abertura negativa e são negociadas com leve
alta de 0,07%, a R$ 27,57.
Embraer
A Embraer (EMBR3) anunciou a assinatura de um contrato com o Comaer (Comando da Aeronáutica) para a realização de uma revisão em 43 jatos de combate AMX da FAB (Força Aérea Brasileira). De acordo com a empresa, o novo contrato complementa acordo de 2003 visando a modernização dos caças, cujo foco era a atualização dos sistemas eletrônicos dos jatos AMX, designados pela FAB como A-1. As ações, no entanto, são pressionadas por movimento de realização de lucro após dispararem 10% na sexta, negociadas com queda de 1,5% nesta segunda.
TIM
As ações ordinárias e preferenciais da TIM (TCSL3, TCSL4) operam em queda de 3,05% e 2,28% nesta segunda, negociadas a R$ 7,31 e R$ 6,00, o que pode ser encarado como um ajuste do mercado às altas registradas pela operadora nos últimos pregões e também em resposta à proibição de comercialização e habilitação de novas linhas no Rio Grande do Norte.
A proibição foi determinada na sexta-feira (14) pela Justiça
Federal, atendendo pedido feito pelo Ministério Público Federal e
Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que denunciaram a falta
de qualidade dos serviços prestados pela empresa aos consumidores. A
reversão de medida só ocorrerá caso a TIM comprove a "instalação e
perfeito funcionamento" dos equipamentos necessários para atender às
demandas dos consumidores no Estado.
Hypermarcas
Apesar do Citigroup ter classificado a compra da Perfex pela Hypermarcas (HYPE3) como "quase irrelevante", dado que a operação representa menos de 1% da geração operacional de caixa potencial da empresa para 2011, as ações da companhia são um dos destaques de alta do pregão, com valorização de 0,87%, cotadas a R$ 21,94.
Na última semana, a Hypermarcas confirmou a compra da linha Perfex,
até então pertencente à Johnson & Johnson, por US$ 17 milhões. Vale
lembrar que a aquisição realizada refere-se apenas à marca, sem outros
ativo envolvido na operação. Ademais, o Citi ressalta que em 2009, as
vendas da linha adquirida foram responsáveis por uma receita líquida de
aproximadamente R$ 10 milhões.
Prévias operacionais
A Cyrela (CYRE3) divulgou após o último pregão os números operacionais do último trimestre de 2010, com os lançamentos totalizando R$ 4,5 bilhões no período e R$ 7,6 bilhões no ano, atingindo 104% do ponto médio do guidance, ao passo que as vendas contratadas somaram R$ 2,5 bilhões no trimestre e R$ 6,1 bilhões no ano, representando 99,5% do ponto mínimo do guidance. As ações da companhia sobem 0,34%, cotadas a R$ 20,45.
A Inpar (INPR3)
também divulgou a prévia operacional do quarto trimestre de 2010, com
um VGV (Volume Geral de Vendas) de R$ 342,8 milhões, sendo R$ 802,1
milhões no acumulado do ano, valor este 464,5% maior que em 2009. Já as
vendas contratadas atingiram R$ 269,2 milhões no trimestre e R$ 788,9
milhões no ano. Os papéis da empresa são negociados em alta de 0,29%, a
R$ 3,41.
A Even Construtora e Incorporadora (EVEN3)
também publicou dados preliminares dos seus resultados operacionais,
indicando que no quarto trimestre de 2010 os lançamentos totalizaram R$
246,3 milhões, frente aos R$ 577 milhões do trimestre imediatamente
anterior. No acumulado de 2010, o montante atingiu R$ 1,528 bilhão, com
74% dos projetos focados em unidades de até R$ 500 mil. Os ativos da
companhia operam em queda de 0,35%, negociados em R$ 8,47.
Fonte: InfoMoney
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