Índices de ações na Europa sobem ante agenda política carregada

SÃO PAULO - Os principais índices acionários europeus registram alta nesta terça-feira (7), em sessão marcada por agenda política carregada sobre a crise financeira, com a submissão do orçamento austero da Irlanda para 2011 ao parlamento, bem como pela reunião do conselho para assuntos econômicos e financeiros da União Europeia.

No mais novo episódio da crise sobre a dívida na Europa, os investidores acompanham a avaliação do orçamento para 2011 da Irlanda ao parlamento local, em que já estão consolidadas as medidas de austeridade fiscal acertadas com o FMI (Fundo Monetário Internacional) e com os países da União Europeia.

 %Var Dia  Pontos  %Var 30D  %Var Ano 
 CAC 40 +0,95 3.785 -3,37 -3,85 
 FTSE 100 +0,63 5.807 -1,17 +7,28 
 DAX 30 +0,62 6.997 +3,60 +17,46 
 SMI +0,69 6.457 -1,99 -1,36 

Outro destaque europeu diz respeito ao encontro do conselho econômico e financeiro da União Europeia, cuja pauta traz discussões sobre reformas no sistema de previdência, bem como a implantação de medidas para estabilização econômica e taxação do sistema financeiro.

Entretanto, assim como o encontro dos ministros de finanças da Zona do Euro na véspera - Eurogrupo -, não é esperada a aprovação de novas medidas para o enfrentamento da crise financeira, após a decepção com a manutenção do tamanho de mecanismos como o EFSF (Fundo europeu de estabilização financeira).

Ainda assim as ações de bancos lideram os ganhos, com a alta de 1,8% dos papéis do Royal Bank of Scotland e de 1,3% do Lloyds, ambos na bolsa de Londres.

Estados Unidos

Também ganha destaque o acordo de Obama com deputados do partido republicano para o apoio à extensão dos cortes de impostos do governo Bush, embora parte dos congressistas do partido democrata defenda a extinção das taxas.

Assim, além de prorrogar o alívio no imposto de renda, o acordo deverá garantir que o imposto sobre folha de pagamentos e sobre dividendos permaneça em 15%, entre outras medidas vistas como favoráveis ao desempenho dos mercados.

Fonte: InfoMoney

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