Radar: acompanhe algumas das principais oscilações na bolsa nesta terça-feira

SÃO PAULO – Acompanhando as referências mistas desta terça-feira (30), os mercados seguem instáveis nesta tarde. Enquanto os principais índices europeus fecharam em queda e os negócios em Wall Street permanecem no vermelho, o Ibovespa ameaça uma reversão de sinal, registrando leve alta de 0,3%. Por aqui, a Vale volta ganhar os holofotes dos mercados, enquanto que TAM e BM&F Bovespa aparecem entre as maiores quedas do índice paulista.

Na agenda norte-americana, tanto o nível de atividade industrial em Chicago em outubro quanto a confiança do consumidor local em novembro apontaram resultados melhores do que o esperado pelos analistas. No entanto, o S&P/Case-Shiller mostrou que a média móvel trimestral de preço dos imóveis teve alta de 0,59%, enquanto o mercado aguardava que este número chegasse a 1,0%.

No concerne da crise fiscal europeia, as atenções ficaram para Portugal e Espanha. No primeiro país, o banco central local alertou que seus bancos podem ser afetados por níveis intoleráveis de risco caso as reformas a serem implantadas não tragam o resultado esperado. Já o segundo viu o prêmio exigido por investidores nos bonds de 10 anos atingir sua máxima desde o lançamento do euro.

BM&F Bovespa: ações lideram perdas após autuação

A BM&F Bovespa (BVMF3) comunicou ter sido autuada em mais de R$ 410 milhões pela Receita Federal, originários da amortização, para fins fiscais, do ágio gerado quando da incorporação de ações da Bovespa Holding. Para a Receita, a infração está fundamentada em uma suposta inconsistência do critério aplicado na avaliação do patrimônio líquido da companhia, para efeito de apuração do valor do ágio.

Embora os advogados da bolsa brasileira apontam que o risco de perda para os acionistas é remoto, os investidores reagiram com pessimismo à notícia. Nesta tarde, os papéis da companhia recuam mais de 3%, liderando as perdas do Ibovespa. Segundo a Ativa Corretora, o valor presente do benefício fiscal total da amortização do ágio de incorporação represente cerca de 11% do valor justo das ações da empresa.

TAM: momentum negativo

Logo atrás da BM&F Bovespa, aparecem os ativos preferenciais da TAM (TAMM4), que registram queda de mais de 2,5%, seguindo o momentum negativo iniciado na sessão anterior, quando a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) anunciou que a companhia não poderia vender passagens domésticas até a próxima sexta-feira (3), por conta da série de atrasos e cancelamentos de voos na última semana. Com a queda da véspera, as ações da companhia aérea já acumulam perdas de mais de 4% na semana.

Vale: nova alta no minério de ferro e papéis na bolsa de Hong Kong

A Vale (VALE3, VALE5) também ganha espaço no noticiário desta terça-feira. Segundo noticiado pela agência Reuters, a mineradora brasileira e a Rio Tinto têm grandes chances de elevar em até 4% os preços dos contratos de minério de ferro já no primeiro trimestre do ano que vem, disse um diretor da Steel Index. O aumento, segundo ele, refletiria o rali de alta das cotações.

Segundo o presidente da Vale, Roger Agnelli, um novo aumento no preço do minério de ferro não deverá ter impacto no volume de exportações da companhia. “O preço é sempre a resposta de uma demanda", disse Agnelli. Os papéis da empresa operam com variações modestas, com os ativos ON indicando leve alta de 0,2% e as ações PNA recuando 0,2%.

Cabe mencionar ainda que, segundo informações da Dow Jones, a Vale irá lançar no próximo dia 8 de dezembro seus papéis na bolsa de Hong Kong, através de HDRs (Hong Kong Depositary Receipts). Contudo, a assessoria de impresa da mineradora mantém a postura de não fazer comentários a respeito da informação.

Eletrobras

A Eletrobras (ELET3, ELET6) assinou nesta terça-feira um contrato relativo à operação de empréstimo sindicalizado do tipo A/B Loan, no valor de US$ 500 milhões junto à CAF (Corporacion Andina de Fomento). O objetivo deste empréstimo é de prover os recursos necessários para o desenvolvimento dos projetos de geração e transmissão de energia, além de investimentos em energias renováveis, comunicou a empresa.

Os papéis ordinários da companhia avançam 1,7%, enquanto as ações preferenciais sobem 2,4%.

Fonte: InfoMoney

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