Radar: comece o pregão sabendo as novidades do cenário corporativo

SÃO PAULO - A manhã desta quarta-feira (27) é marcada pelo viés negativo que predomina antes do início dos negócios em Wall Street, à medida que os investidores repercutem especulações quanto aos próximos passos do Federal Reserve e aguardam os dados da agenda de indicadores. Já na Europa o clima é incerto, com os principais índices locais operando entre altas e baixas, impactados pelo noticiário local.

De acordo matéria publicada no Wall Street Journal, os bons números vindos do front econômico dos EUA devem fazer com que o Fed limite sua nova rodada de flexibilização quantitativa a “apenas algumas centenas de bilhões de dólares”, pressionando os ativos no pré-market norte-americano.

Sem sair da maior economia do globo, o dia conta com o Durable Good Orders referente ao mês de setembro e com o New Home Sales, ambos detendo projeções otimistas por parte dos analistas de mercado.

Balanços corporativos

Por aqui, com o início da temporada de resultados do terceiro trimestre, a esfera corporativa conta com dia bastante movimentado. No aguardo pelos números da Vale, esperados para após o fechamento da sessão, os investidores já avaliam balanços de peso divulgados nesta manhã - caso do Bradesco (BBDC4), que registrou lucro líquido de R$ 2,5 bilhões no período, alta de 40,3% na base anual.

Ainda no setor financeiro, o Banco Daycoval (DAYC4) dobrou seus ganhos líquidos na mesma base de comparação, atingindo R$ 85 milhões. 

Com avanço de 58% em seu lucro líquido, para R$ 41,6 milhões, os números da Marisa (AMAR3) também se destacam nesta quarta, mesmo caso da Indústrias Romi (ROMI3), que lucrou R$ 25 milhões entre julho e setembro deste ano, expressiva alta face aos R$ 3 milhões acumulados em 2009.

Ainda no tocante aos balanços corporativos, chama atenção a redução de 11,3% no lucro líquido trimestral da WEG (WEGE3), enquanto a NET (NETC4) listou queda de 76% no mesmo indicador, impactada por efeitos contábeis e tributários.

Tegma

Destaque também aos números operacionais da Tegma (TGMA3). De acordo com nota emitida ao mercado, foram transportados 331,3 mil veículos zero-quilômetro entre os meses de julho e setembro, quantia equivalente a uma expansão de 12,6% na base anual e de 16,4% ante o trimestre imediatamente anterior.

Com relação ao volume movimentado para exportação no período, este listou alta de 7,1% na passagem trimestral e de 50,6% contra o mesmo período de 2009.

Petrobras

Resultados à parte, a Petrobras (PETR3, PETR4) também chama atenção nesta manhã, após comunicar a descoberta de indícios de hidrocarbonetos em poço na bacia de Sergipe na última terça, conforme consta no site da ANP (Agência Nacional de Petróleo).

O poço, denominado 1-BRSA-851-SES, pertence ao bloco SEAL-M-426 e foi notificado pela empresa por conter indícios de gás e petróleo. A área em questão localiza-se no mar, sob uma lâmina d'água de 2.321 metros.

Vale

Outra blue chip em destaque nos principais jornais é a Vale (VALE3, VALE5). Além da expectativa pelos seus números trimestrais, esperados para o final do dia, a mineradora afirmou na última terça que a substituição de Roger Agnelli na presidência da companhia jamais foi tratada entre os acionistas nem fez parte da pauta do seu Conselho de Administração.

Há rumores de que caso a candidata do PT, Dilma Rousseff, seja eleita presidente do País no próximo domingo (31), Agnelli seria substituído no cargo - apesar de não ser estatal, a Vale tem em seu bloco de controle o BNDESpar e a Previ (Fundo de Pensão do Banco do Brasil), o que dá ao Governo, indiretamente, certa influência na mineradora. Além disso, a União também tem 12 golden shares da companhia, o que dá ao Governo poder de vetar determinadas decisões da empresa.

"As especulações na imprensa, que atribuem a "fontes do Conselho de Administração" informações neste sentido, não retratam a posição dos acionistas controladores da empresa", afirmou a empresa em comunicado.

AmBev

Por seu turno, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) decidiu pela absolvição da acusação feita à Fundação Antonio e Helena Zerrenner - Instituição Nacional de Beneficência de que teria feito uso de informações privilegiadas, não divulgadas ao público, com a finalidade de obter vantagem ao adquirir ações ordinárias da AmBev (AMBV3AMBV4).

O processo administrativo sancionador foi julgado na véspera e a absolvição se deve ao fato de que não foi possível comprovar que efetivamente ocorreu o uso de tais informações nacompra das ações, ocorrida em julho de 2003.

Fonte: InfoMoney

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