Radar: acompanhe algumas das principais oscilações na bolsa nesta quinta-feira
O dia é marcado por decisões de política monetária: após a reunião encerrada nesta manhã, o
BoE (Bank of England) manteve pelo 19º mês consecutivo a taxa básica de
juros a 0,5% ao ano. Além disso, a autoridade monetária britânica também
optou por não expandir os £ 200 bilhões que fazem parte do programa de
flexibilização quantitativa. A manutenção também marcou o
encontro da principal autoridade do Velho Continente. O encontro do
colegiado do BCE (Banco Central Europeu) revelou que o juro básico na
Zona do Euro será mantido em 1% ao ano.
Já na agenda norte-americana, surpresa positiva. Os investidores
receberam nesta manhã o indicador Initial Claims, que revela o número de
novos pedidos de seguro-desemprego na última semana. O indicador
registrou um total de 445 mil novos pedidos no período, melhor que o
esperado pelos analistas, cujas projeções giravam em torno de 455 mil.
Por lá, o mercado ainda fica na expectativa pela divulgação do
Consumer Credit, que mensura o crédito concedido aos cidadãos
norte-americanos, esperado para as 16h (horário de Brasília).
Já no cenário local, destaque para a divulgação de índices de
inflação, como IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e INP (Índica
Nacional de Preços ao Consumidor), que registraram alta de 0,45% e
0,54% nos preços em setembro, respectivamente.
Petro segue em queda
Na cena corporativa, o destaque negativo do Ibovespa segue sendo a Petrobras (PETR3, PETR4). Os ativos preferenciais recuam 2,90%, enquanto as ações ordinárias listam queda ainda mais acentuada, de quase 4%.
Após um processo de
capitalização visto pelo mercado como bem sucedido, as ações da estatal
vêm sofrendo seguidas quedas e rebaixamentos de recomendações. Múltiplos altos em relação à média do
mercado e diluição da base acionária após a oferta de ações são dois dos
principais motivos citados pelos analistas como justificativas dos
cortes.
Além dos cortes, outro fator também colabora no sentido de pressionar
os ativos: a estatal não deve atingir sua meta de produção de petróleo
para este ano, estimada em 2,1 milhões de barris por dia. A declaração
foi dada pelogerente executivo de Produção Sul-Sudeste, José Antônio
Figueiredo, em coletiva para apresentação da plataforma P-57.
Segundo o executivo, a produção deve ficar entre 2% e 3% abaixo desse
número, ainda dentro das estimativas da estatal. Figueiredo disse
também que não houve um evento específico que causasse o não cumprimento
do objetivo – somente metas ousadas e pequenos atrasos em diversos
locais. "A gente poderia até falar pra vocês uma meta menor e sempre
ultrapassar, mas a gente põe uma meta maior para ter um desafio",
afirmou.
Papéis em baixa
O dia também é adverso às construtoras, que se destacam na ponta negativa do Ibovespa. Os ativos da PDG Realty (PDGR3) recuam 2,9%, enquanto os da Cyrela (CYRE3) listam queda de 2,4%. Por sua vez, a Gafisa (GFSA3) recua 1,64%.
Destaques
Já no outro lado do benchmark, destaque ao setor de energia elétrica, que vive um momentum após o resultados das eleições realizadas no último domingo. Light (LIGT3), Eletrobras (ELET6) e Cesp (CESP6), com altas respectivas de 0,96%, 0,37% e 0,07%, figuram entre os ganhos do Ibovespa.
Quanto à
Light, cabe ressaltar que a companhia enviou um comunicado nesta quinta
informando a decisão da Enlighted de exercer opção de venda de suas
quotas do Luce Fund, controlador de 75% do Luce Brasil, para a Cemig (CMIG3).
O contrato de opção foi acordado em 24 de março deste ano entre a
Enlighted e a empresa de energia de Minas Gerais. O Luce Brasil detém,
através da Lepsa, 13,03% do capital total e votante da Light. Dessa
forma, a Cemig, que já era acionista da companhia com participação de
25,53%, amplia sua fatia na empresa. Os papéis da Cemig avançam 0,1%.
Fora
do setor, a NET (NETC4) se destaca na
ponta positiva do índice, com ganhos de mais de 3,4%. Esta marcado para
esta quinta-feira o leilão para a OPA (Oferta Pública de Aquisição) dos
ativos da NET pela Embratel (EBTP4), após a última ter
anunciado novo adiamento da data no dia 28. No comunicado veiculado
então, a empresa informou que ficam mantidos todos os demais termos e
condições publicados no Edital do dia 20 de agosto.
Positivo
Com alta de 0,87%, a Positivo Informática (POSI3) também se sobressai nesta tarde. A companhia venceu licitação de preços para a entrega de até 600 mil laptops educacionais para o Governo Federal, em um negócio que pode render até R$ 213 milhões à Positivo.
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, ligado ao Ministério
da Educação, acertou a compra para a segunda fase do programa Um
Computador por Aluno. O objetivo é entregar as máquinas no próximo ano
letivo.
Fonte: InfoMoney
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário