Bovespa constrasta com mercado externo e recua 0,50%; dólar marca R$ 1,66
O mercado brasileiro de ações sofre perdas, na rodada de negócios desta
segunda-feira. Analistas avaliam que o investidor está cauteloso, frente
à agenda carregada de indicadores importantes desta semana. As Bolsas
americanas e europeias ainda registram valorização, apesar do indicador
industrial pior do que o previsto.
O
Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, perde 0,50%,
aos 71.468 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,66 bilhões. Nos EUA, o
índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, tem alta de 0,28%.
Na Europa, a Bolsa de Londres avança 0,70%, enquanto o índice Dax, do
mercado de Frankfurt, ascende 0,54%.
O dólar comercial é vendido por R$ 1,664, em queda de 0,12%. A
taxa de risco-país marca 180 pontos, número 7,14% acima da
pontuação anterior.
Entre as primeiras notícias do dia, o departamento de estatísticas do
Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) revelou que a
produção industrial desse país teve queda de 0,2% em setembro, após um
aumento de 0,2% em agosto. Economistas acreditavam que essa taxa de
crescimento seria mantida nesse mês. A grande contribuição para a queda
na produção industrial de setembro foi sentida no setor de autopeças
(-0,2%) e veículos utilitários (-1,9%).
O boletim Focus, elaborado pelo Banco Central, mostrou que boa parte dos
economistas do setor financeiro (bancos e corretoras) revisou para cima
suas projeções para a inflação deste ano --o IPCA projetado passou de
5,15% para 5,20%. No entanto, esses especialistas ainda mantiveram a
expectativa de que a taxa básica de juros do país vai terminar o ano em
10,25% ao ano.
Já a previsão para o dólar apresentou queda, passando de R$ 1,75 na
semana passada para R$ 1,70 nesta semana.
O Copom (Comitê de Política Monetária) inicia nesta terça-feira (19) a
reunião de dois dias para determinar a nova taxa básica de juros do
país.
A FGV (Fundação Getúlio Vargas) apontou inflação de 1,15% em outubro,
ante 1,12% em setembro, pela leitura do IGP-10. Economistas esperavam
uma variação de 1,03%.
E o governo informou que a balança comercial teve deficit de US$ 265
milhões na terceira semana deste mês, reduzindo o saldo positivo
acumulado neste mês para US$ 1,412 bilhão. No mês passado, o superavit
pouco superior a US$ 1 bilhão.
No front corporativo, o grupo financeiro americano Citigroup reportou
lucro líquido de US$ 2,2 bilhões no terceiro trimestre, ou US$ 0,07 por
ação, ante um prejuízo de US$ 3,2 bilhões, ou US$ 0,27 por ação, um ano
antes.
Fonte: Folha.com
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