Bolsas da Ásia recuam com avanço do dólar


As Bolsas de Valores da Ásia registraram quedas nesta quarta-feira e o dólar avançou em meio a dúvidas sobre se o Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) fará uma compra agressiva de ativos para injetar mais dinheiro na economia. 


O "Wall Street Journal" publicou nesta quarta-feira que o Fed vai provavelmente revelar um programa do Tesouro dos Estados Unidos para compra de bônus avaliado em "algumas centenas de bilhões de dólares", mas não citou fontes. 

A reunião da autoridade monetária dos EUA está programada para a próxima semana, entre 2 e 3 de novembro, mas alguns investidores começaram a reconsiderar a possibilidade de um grande programa de "quantitative easing" depois de comentários emitidos por vários membros do banco central norte-americano. 

"Eu ainda acho possível que o pacote não seja certo para novembro, apesar de que o mercado esteja operando como se já seja", disse Brian Dolan, estrategista-chefe de moeda da Forex.com. 

Novos dados da Austrália mostraram que os preços ao consumidor subiram menos que o esperado no último trimestre enquanto o ritmo anual do núcleo da inflação foi o mais lento em cinco anos, o que reduz em grande parte a urgência para uma alta dos juros no país na próxima semana. 

O índice MSCI que reúne Bolsas da região Ásia-Pacífico, exceto Japão, exibia às 8h04 (horário de Brasília) queda de 1,78%, a 457,44 pontos, enquanto o indicador de mercados emergentes mostrava queda de 1,12%.
A retomada do dólar tem feito com que alguns investidores se esquivem de ações atreladas a commodities, o que fez o indicador do setor na Ásia perde 1,2% na sessão. 

A Bolsa de Tóquio encerrou com oscilação positiva de 0,1%, após operar com alta mais expressiva mais cedo, em meio a realização de lucros nos setor bancário disparada por quedas em Hong Kong e Xangai. 

O mercado em Xangai teve desvalorização de 1,46%, Hong Kong caiu 1,85% e Seul recuou 0,51%. Taiwan apurou perda de 0,63% e Cingapura teve queda de 1,21%. Sydney registrou baixa de 0,85%. 

Fonte: Folha.com

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