Após Vale Day, Citi reitera compra de Vale e prevê maior lucro da história
SÃO PAULO - O
Vale Day realizado na última segunda-feira (18) na Nyse (New York Stock
Exchange), levou o Citigroup a reiterar sua recomendação de compra dos
papéis da mineradora e revelar todo seu otimismo com o futuro desempenho
da companhia, ao afirmar que ela deve reportar "o maior lucro de sua
história".
Alexander Hacking e Claudia Elisabeth Feddersen destacaram os
principais pontos do discurso proferido por Roger Agnelli, CEO (Chief
Executive Officer) da Vale (VALE3, VALE5)
durante o Vale Day. “Não houve o incremento de dados novos, mas foi
útil para reiterar a estratégia da companhia”, comentam. “A mensagem foi
otimista (...) e focamos três assuntos: qualidade, crescimento e
política”.
Qualidade
No quesito qualidade, os analistas frisam as palavras de Agnelli sobre o esgotamento do minério de ferro de qualidade elevado, considerado o mercado global. O tema para o futuro é “qualidade e não quantidade”, apontou o gestor.
Além disso, a equipe do Citi salienta o fato de o minério da Vale
prover às siderúrgicas chinesas maior eficiência em termos energéticos e
de que a companhia “tem bilhões de recursos a desenvolver nos dois dos
depósitos de maior qualidade do mundo: Carajás e Simandou”.
Sem sair do tema, os analistas destacam a avaliação do executivo de
que a qualidade do minério da Vale só é equiparável ao de BHP Billiton,
Rio Tinto e “talvez Anglo American”. “Iniciantes que têm intenção de
vender produtos com alto grau de impurezas irão ficar sem consumidores,
na visão do Sr. Agnelli”, comentam os analistas.
"Segunda Vale"
Passando ao tema crescimento, destacam as palavras do CEO de que a companhia está construindo uma “segunda Vale” com seu crescimento orgânico. “Isso se encaixa em cerca de US$ 140 bilhões no crescimento em investimento em bens de capital somados a fusões e aquisições até os anos de 2015-2016”, comentam Hacking e Feddersen.
Para a dupla, o portfólio de ativos pouco desenvolvidos da Vale é o
melhor da indústria. “Os principais projetos são de minério de ferro,
carvão, adubos, cobre e níquel”, observa. Eles exaltam ainda o fato de
que a mineradora irá concentrar seus futuros esforços em energia,
incluindo petróleo, gás ou as energias renováveis.
Política
Por fim, política. “Agnelli foi realista sobre os riscos políticos na mineração”, comentam os analistas. “A estratégia da Vale é de mitigar os riscos potenciais, sempre que possível - isso inclui ser pró-ativo com investimentos sociais e atender seus compromissos com investimentos”.
Com relação ao Brasil, os analistas lembraram que Agnelli observou
que a maioria dos relatos da imprensa sobre o relacionamento da Vale com
o Governo foram especulações infundadas e que o atual nível de
intervenção não é tão elevado. Destacam ainda que o CEO afirmou que a
Vale vai "esperar para ver" o que acontece com maior os royalties do
setor.
Conclusão: compra dos ativos
Por fim, a dupla do Citi revela sua previsão de que a “Vale deve reportar o maior lucro de sua história nos resultados do terceiro e quarto trimestres deste ano” e, observando que os múltiplos estão “razoáveis”, recomendam a imediata aquisição dos papéis da mineradora.
Fonte: InfoMoney
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