Vale: atualizando projeções, JP Morgan recomenda: "é hora de comprar"


SÃO PAULO - "É hora de comprar". A frase presente no relatório do JPMorgan falando sobre a Vale (VALE3, VALE5) deixa evidente o otimismo do banco norte-americano em relação à mineradora. Atualizando suas premissas, o analista Rodolfo de Angele reiterou a recomendação overweight aos ADRsBRAP4). (American Depositary Receipts) da companhia, mesma sugestão dada aos papéis preferenciais da Bradespar (
Conforme a definição do banco, espera-se que as ações com recomendação overweight tenham performance melhor do que a média do retorno total das ações em seu universo de cobertura, considerando o período de seis a 12 meses.
Além de reiterar a recomendação positiva, Angele incorporou os preços-alvos estimados para esses ativos no final de 2011, substituindo os anteriores, que iam até dezembro de 2010. O target atual para os ADRs lastreados em ações ordinárias e preferenciais é de US$ 42 e US$ 37, respectivamente - os preços-alvo anteriores eram, nesta mesma ordem, de US$ 38 e US$ 33,5 por ADR. Seguindo o mesmo rumo, o target atual para a ação PN da Bradespar é de R$ 57, enquanto a projeção anterior era de R$ 51,50 por papel.

Para o analista do JPMorgan, as perspectivas acerca do desempenho operacional da Vale permanecem muito fortes, sobretudo por conta dos fundamentos sólidos do minério de ferro, "que permanece subvalorizado pelo mercado". Angele também destaca os múltiplos da companhia, que permanecem negociados em desconto, reforçando sua ideia de que "este é o momento certo para acumular" posições em Vale.

Para JP, fraca performance recente tem motivo
 
Sobre o desempenho recente dos ativos da companhia, que desde junho vêm registrando uma performance abaixo tanto do índice de ações composto pelas principais mineradoras e siderúrgicas emergentes quanto de seus principais concorrentes internacionais (Rio Tinto e BHP Billiton), o especialista associa esse fraco movimento a eventos não recorrentes, ou seja, que provavelmente não irão mais se repetir.

Um deles refere-se ao forte volume de oferta de ações, como a recente capitalização da Petrobras (PETR3, PETR4), o que acaba tirando a mineradora do radar dos investidores, diminuindo a procura pelos seus ativos. Outra questão está associada às eleições presidenciais no País, fato que frequentemente traz volatilidade aos negócios.

"Contudo, os preços atuais das ações da Vale implicam em um valuation muito atrativo", ressalta Angele.

Fonte: InfoMoney

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