Radar: acompanhe algumas das principais oscilações na bolsa nesta quinta-feira
SÃO PAULO -
Entre números positivos na agenda norte-americana e o noticiário europeu
revelando a frágil situação fiscal do continente, o dia é de grande
volatilidade nos mercados nesta quinta-feira (30). Por aqui, pesam mais
os receios sobre o Velho Continente, levando o Ibovespa a operar em
queda de 0,39%, aos 68.959 pontos.
A agência de classificação de risco Moody's anunciou o corte do
rating do país de "Aaa" para "Aa1", confirmando especulações quanto ao
movimento, após avaliar a "considerável deterioração da solidez fiscal
espanhola".
Se Madri impacta nesta manhã, o mesmo pode ser dito de Dublin: o
governo irlandês anunciou nesta quinta-feira que o deficit público do
país pode chegar a 32% do PIB (produto Interno Bruto) em decorrência do
resgate do Anglo Irish Bank. A ajuda ao banco irlandês deverá atingir €
34 bilhões no pior cenário, segundo o banco central do país. O governo
anunciou também a intenção de adiquirir o controle majoritário das ações
do Allied Irish Banks.
Cruzando o Atlântico, embora positiva, a agente no front
norte-americano não sustenta alta nos principais índices de Wall Street.
Por lá, a revisão final sobre o PIB do segundo trimestre apresentou
alta de 1,7% no produto, valor ligeiramente acima dos 1,6% esperados
pelo mercado. Ainda foi divulgado nesta quinta o Initial Claims,
relatório que contém o número de novos pedidos de seguro desemprego.
Este indicador também obteve resultado melhor que o esperado.
Petrobras
A Petrobras (PETR3, PETR4) comunicou na última quarta-feira que o Conselho de Administração da empresa homologou o novo valor para o capital social da companhia, que passou de R$ 85.108.544.378 para R$ 200.160.863.468,80, após o processo de capitalização da empresa.
Neste cenário, os papéis ON a recuarem 1,29%, enquanto os ativos PN
aclinam 0,58% nesta tarde.
No mesmo fato relevante, foi homologado o valor unitário das LFTs
(Letras Financeiras do Tesouro) em R$ 4.383,583781 para cada uma das
quatro séries, cujos vencimentos serão em 7 de setembro de 2014, 7 de
março de 2015, 7 de setembro de 2015 e 7 de setembro de 2016.
Vale
Do mesmo modo, outra blue chip também auxilia a queda do Ibovespa neste pregão: os ativos preferenciais da Vale (VALE3, VALE5) caem recuam 0,15%, ao passo que as ações ordinárias recuam 0,42%.
A companhia concluiu na véspera a aquisição de 20,27% do capital
social da Vale Fertilizantes detida pela The Mosaic Company. Segundo
informou a mineradora em nota, o valor da operação foi de US$ 1,03
bilhão por essa parcela na antiga Fosfertil.
A compra se deu através de uma subsidiária integral da Vale chamada
de Mineração Naque, que efetuou a opção de aquisição conforme contrato
celebrado com a Mosaic em 10 de fevereiro de 2010. "Este contrato era
parte do processo de aquisição de 100% do capital da Bunge Participações
e Investimentos", explicou a mineradora.
Destaque de queda
Ainda na ponta negativa, o destaque da sessão fica por conta do setor de construção civil, com os papéis de PDG Realty (PDGR3), Gafisa (GFSA3), e Cyrela (CYRE3) figurando entre as principais perdas do Ibovespa, ao caírem respectivamente 2,08%, 2,07% e 2,04%.
OGX Petróleo
Por outro lado, a OGX Petróleo (OGXP3) lista ganho de 0,74%, após ter comunicado ao mercado nesta manhã que identificou hidrocarbonetos na seção santoniana do poço 1-OGX-19A-RJS, no bloco BM-S-58, em águas rasas na bacia de Santos, com indicativos de óleo leve e gás. A empresa possui 100% de participação no bloco.
Brasil Ecodiesel
Do mesmo modo, a Brasil Ecodiesel vê os papéis ECOD3 avançarem 1,03% em meio a especulações. De acordo com matéria publicada no portal da Exame, o fundo Arion Capital negocia a aquisição de 14,2% de participação na compranhia.
Ainda de acordo com a matéria, a Brasil Ecodiesel afirmou, por meio
de sua assessoria de imprensa, que desconhece qualquer negociação em
curso e que haja encontro agendado entre seus conselheiros.
TIM
Do mesmo modoo, as novidades corporativas também impulsionam a TIM, levando os ativos TCSL4 a alta de 0,59%. A operadora, em conjunto com o banco Itaú Unibanco (ITUB4), estão implementando um projeto conjunto de mobile payment, com a finalidade de ingressar no mercado de pagamento via celular recém-chegado ao Brasil. A parceria tem como meta lançar o seu primeiro produto dentro dos próximos meses.
De acordo com informações cedidas pela assessoria de imprensa da
operadora de celulares, os seus assinantes terão cartões de crédito
exclusivos e poderão optar pelas bandeiras Visa ou Mastercard. O acordo
prevê ainda o lançamento de produtos fincanceiros operando em conjuntos
com os serviços da TIM.
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