Radar: acompanhe algumas das principais oscilações na bolsa nesta segunda-feira
SÃO PAULO - O Ibovespa opera entre altas e
baixas no pregão desta segunda-feira (27), em meio à volatilidade
causada pela estreia dos novos papéis da Petrobras e sob aversão ao
risco observada tanto em Wall Street como nas praças europeias.
O primeiro pregão da semana aparece com agenda leve, trazendo apenas
os habituais relatórios semanais no País, enquanto não são esperados
indicadores relevantes nos EUA.
No cenário corporativo externo, as principais referências do dia vêm
do cenário de fusões e aquisições, como a oferta do Wal-Mart de
aproximadamente US$ 4 bilhões para aquisição da Massmart Holdings e o
movimento da Unilever, que anunciou a compra da Alberto Culver por um
total de US$ 3,7 bilhões, em dinheiro.
Petrobras
Por aqui, depois de uma abertura positiva, as ações preferenciais ofertadas pela Petrobras (PETR4) revertem sua trajetória e passam a operar em queda nesta segunda, seu dia de estreia na bolsa brasileira. Já as ações ON (PETR3) seguem em alta, apesar de também apresentarem volatilidade.
Há pouco, os papéis ordinários subiam 1,05%, cotados a R$ 29,96,
enquanto que os ativos preferenciais recuavam 0,08%, cotados a R$ 26,28.
Cabe destacar que a queda refere-se tanto à cotação de fechamento da
última sexta-feira quanto aos preços fixados no procedimento de
bookbuilding, já que os valores acabaram coincidindo em R$ 26,30 para os
papéis preferenciais e R$ 29,65 para os ordinários.
BR Properties
Dentre os destaques de alta desta tarde figuram os papéis da BR Properties (BRPR3), os quais avançam 1,04% após a agência de classificação de risco Fitch ter atribuído rating “B+” em moeda estrangeira e local aos IDRs (Issuer Default Ratings - Ratings de Probabilidade de Inadimplência do Emissor) da companhia.
Além disso, “a agência atribuiu o rating “B+/RR4” (B mais/RR4) à
proposta de emissão de notas perpétuas da empresa, no valor de US$ 300
milhões. A Perspectiva dos ratings corporativos é Positiva”, informou a
agência em nota.
Vivo
Depois de aparecerem entre os destaques de alta na sexta-feira, os ativos da Vivo (VIVO4) devolvem parte dos ganhos recentes e operam com queda de 2,17%. A Portugal Telecom anunciou nesta manhã ter concluído a venda de sua participação de 50% da Brasilcel à Telefónica, tendo recebido a primeira parcela do pagamento referente à € 4,5 bilhões.
De acordo com o fato relevante emitido pela Vivo, a Telefónica
confirmou que lançará uma oferta pública de aquisição de ações pelas
ações com direita a voto (ordinária) da Vivo, se propondo a pagar o
equivalente a 80% do preço pago pela empresa à PT, por cada ação
ordinária da Vivo de propriedade da Brasilcel.
Drogasil
A Drogasil (DROG3) também figura entre as maiores quedas nesta tarde após a companhia ter anunciado a aprovação da alienação de até 3.106.102 de ações ordinárias de sua emissão mantidas em tesouraria, cabendo à diretoria definir a oportunidade e a quantidade de ações a serem efetivamente alienadas.
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