Bovespa inverte tendência e perde 0,35%; dólar marca R$ 1,69, apesar de ação do BC

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) perdeu o viés positivo da abertura dos negócios, logo após o início das atividades na Bolsa de Nova York, a principal referência dos investidores domésticos. A taxa de câmbio brasileira permanece abaixo do patamar "psicológico" de R$ 1,70, sustentado por dois anos, mesmo após a intervenção do Banco Central, que comprou dólares pouco depois das 11h (hora de Brasília). 


O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, retrocede 0,35%, aos 68.968 pontos. O giro financeiro é de R$ 3,3 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, perde 0,70%. 

O dólar comercial é vendido por R$ 1,697, em queda de 0,46%. A taxa de risco-país marca 207 pontos, número 0,48% acima da pontuação anterior. O Banco Central já entrou no mercado de câmbio, comprando moeda por R$ 1,6969 (taxa de corte). Nessas operações, o BC não informa imediatamente a quantia de dólares adquirida (em média, mais de US$ 300 milhões). 

Entre as primeiras notícias do dia, o Bureau of Economic Analysis informou que o crescimento econômico dos EUA no segundo trimestre foi revisado para cima: em vez um aumento de 1,6%, o escritório de estatísticas apontou um incremento de 1,7%. A variação ficou acima das expectativas do mercado financeiro (1,6%). 

Ainda nos EUA, o Departamento de Trabalho apontou uma contração na demanda pelos benefícios do auxílio-desemprego. O montante de pedidos iniciais caiu para 453 mil até a semana passada. A queda foi mais acentuada do que muitos bancos e corretoras previam (consenso em torno de 460 mil). 

No front doméstico, o Banco Central divulgou suas projeções mais atualizadas para a economia, mostrando que já conta com uma inflação um pouco menor para este ano (5%, em vez de 5,4%, medido pelo IPCA). Já a projeção de crescimento do PIB (soma de todos os bens e serviços produzidos em um país em um determinado período) foi mantida em 7,3%. 

Fonte: Folha.com

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