Importação de têxteis cresce 47,23% nos primeiros sete meses
30 de agosto de 2010 - A importação de produtos têxteis e
confeccionados, de janeiro a julho de 2010, aumentou 47%, contra alta de
20,9% nas exportações brasileiras, segundo informações da Associação
Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit). Desta forma, o
déficit nos primeiros sete meses do ano já chega a US$ 1,88 bilhão,
representando um crescimento de 62,30% em relação ao mesmo período de
2009. Se o déficit se mantiver neste patamar percentual deverá alcançar
mais de US$ 3 bilhões até dezembro, representado um saldo negativo
histórico para todo o setor.
“O aumento nas importações mostra que a questão do câmbio continua favorecendo os produtos importados e, no caso dos produtos asiáticos, soma-se a concorrência desleal praticada por esses países com câmbio forçadamente desvalorizado, mão de obra barata e sem direitos trabalhistas, fortes incentivos do governo para os exportadores asiáticos, além de uma legislação social e ambiental que não chega perto do rigor das leis praticadas no Brasil”, comentou Aguinaldo Diniz Filho, presidente da ABIT.
Argentina e China
De janeiro a julho de 2010, o envio de artigos brasileiros para a Argentina representou 26,5% das exportações totais do País, contra 25,5% no mesmo período de 2009. As importações vindas da Argentina em igual período de 2010 representaram 4,06% do total importado pelo Brasil, contra 4,11% em 2009.
Já as importações de vestuário provenientes da China representaram 62,3% do total importado de janeiro a julho de 2010 e 60,1% no mesmo período de 2009. O preço médio do vestuário vindo da China foi de US$ 12,68 kg, contra US$ 20,79 kg do resto do mundo (39% mais baixo). As exportações brasileiras de vestuário, no período de janeiro a julho de 2010, tiveram uma média de preço de US$ 39,36 kg.
Empregos e produção
No acumulado do primeiro semestre desse ano, a produção física industrial aponta boa recuperação. O têxtil cresceu 11,34%, se comparado ao mesmo período de 2009, e o vestuário 11,85%, na mesma base de comparação.
No primeiro semestre de 2010, esse mesmo índice indica crescimento de 10,1% frente igual período do ano passado. O setor têxtil e de confecção demonstrou boa recuperação no saldo entre demissões e admissões, no primeiro semestre 2010.
Até junho deste ano, o setor contratou 51,4 mil trabalhadores, saldo que representa 13% do total da indústria de transformação do País. Apenas no mês de junho, no setor foram contratados 6,1 mil novos trabalhadores.
“O aumento nas importações mostra que a questão do câmbio continua favorecendo os produtos importados e, no caso dos produtos asiáticos, soma-se a concorrência desleal praticada por esses países com câmbio forçadamente desvalorizado, mão de obra barata e sem direitos trabalhistas, fortes incentivos do governo para os exportadores asiáticos, além de uma legislação social e ambiental que não chega perto do rigor das leis praticadas no Brasil”, comentou Aguinaldo Diniz Filho, presidente da ABIT.
Argentina e China
De janeiro a julho de 2010, o envio de artigos brasileiros para a Argentina representou 26,5% das exportações totais do País, contra 25,5% no mesmo período de 2009. As importações vindas da Argentina em igual período de 2010 representaram 4,06% do total importado pelo Brasil, contra 4,11% em 2009.
Já as importações de vestuário provenientes da China representaram 62,3% do total importado de janeiro a julho de 2010 e 60,1% no mesmo período de 2009. O preço médio do vestuário vindo da China foi de US$ 12,68 kg, contra US$ 20,79 kg do resto do mundo (39% mais baixo). As exportações brasileiras de vestuário, no período de janeiro a julho de 2010, tiveram uma média de preço de US$ 39,36 kg.
Empregos e produção
No acumulado do primeiro semestre desse ano, a produção física industrial aponta boa recuperação. O têxtil cresceu 11,34%, se comparado ao mesmo período de 2009, e o vestuário 11,85%, na mesma base de comparação.
No primeiro semestre de 2010, esse mesmo índice indica crescimento de 10,1% frente igual período do ano passado. O setor têxtil e de confecção demonstrou boa recuperação no saldo entre demissões e admissões, no primeiro semestre 2010.
Até junho deste ano, o setor contratou 51,4 mil trabalhadores, saldo que representa 13% do total da indústria de transformação do País. Apenas no mês de junho, no setor foram contratados 6,1 mil novos trabalhadores.
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