Ibovespa abre em alta, após revisão surpreendente do PIB dos EUA e Reino Unido


SÃO PAULO - Os números revisados da economia inglesa e, principalmente, da norte-americana trazem uma certa dose de otimismo na manhã desta sexta-feira (27), levando o Ibovespa a iniciar o pregão em alta de 0,08%, aos 63.921 pontos.
Na Europa, os principais índices da Inglaterra, Alemanha e França avançam 0,65%, 0,57% e 0,51%, respectivamente, enquanto no mercado futuro dos EUA a tendência é a mesma: o S&P 500, Dow Jones e o Nasdaq Composite mostram altas respectivas de 0,73%, 0,68% e 0,79%.

Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Vale ON (VALE3, R$ 46,68, +1,79%),  Fibria ON (FIBR3, R$ 26,90,+1,78%),  Usiminas ON (USIM3, R$ 46,95, +1,73%),  Lojas Renner ON (LREN3, R$ 54,47, +1,70%) e BRF Foods ON (BRFS3, R$ 22,68,+1,48%). 

Análise técnica

Régis Sarmiento Chinchila, analista técnico da Gradual Corretora, lembra que o Ibovespa “voltou a fechar em forte baixa ficando muito próximo do suporte em 63.670 pontos e principalmente da linha de tendência de alta, caso perca estes apoios o movimento de baixa ganha ainda mais força com próximo suporte em 62.310 pontos”.

Já na ponta compradora, observa que o benchmark “apenas mostra algum sinal de recuperação trabalhando acima de 65.158 pontos”.

EUA: surpresa positiva

Surpreendendo positivamente os mercados, a economia norte-americana avançou 1,6% no segundo trimestre de 2010, de acordo com a segunda prévia dos dados anualizados, divulgada nesta manhã pelo Departamento de Comércio dos EUA. 

O avanço da economia no período ficou acima das expectativas, que sugeriam um aumento de 1,4% na atividade do país. Vale destacar que a primeira prévia do indicador apontara elevação de 2,4%.

Números postado, será a vez do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, chamar atenção dos mercados ao discursar no simpósio anual da autoridade monetária em Jackson Hole. O chairman da autoridade monetária dos EUA deverá abordar o cenário econômico do país e poderá mexer com o humor do mercado.

Por fim, a agenda norte-americana conta com a publicação do número final do Michigan Sentiment, índice responsável por medir a confiança dos consumidores norte-americanos, de agosto.

Reino Unido também anima

E não é só Washington que anima com os números de sua economia. O PIB do segundo trimestre do Reino Unido foi revisado para cima, dando conta de um crescimento de 1,2% ante o primeiro trimestre, face à estimativa anterior de expansão de 1,1% - a maior leitura desde o primeiro trimestre de 2001.

Front doméstico

Por aqui, com a ausência de indicadores na agenda, as atenções voltam-se à cena corporativa. Neste sentido, destaque à Vale (VALE3, VALE5), com perspectivas de redução nos preços do minério de ferro. A mineradora afirmou que os preços à vista, que são a referência para os contratos trimestrais, caíram 10%, sinalizando revisão para baixo no benchmark.

Como não poderia deixar de ser, o noticiário brasileiro trouxe nesta sexta inúmeras especulações em torno da capitalização da Petrobras (PETR3, PETR4). Segundo o jornal Folha de São Paulo, a União deve usar mais uma área na operação, além dos reservatórios de Franco e de áreas próximas ao campo de Tupi.

Por sua vez, o jornal O Estado de São Paulo noticiou que o preço do barril de petróleo da cessão onerosa para a Petrobras ficará em US$ 8,50, no meio entre o mínimo e o máximo sugerido nos laudos das consultorias contratadas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) e pela estatal.

Nenhuma das informações, no entanto, foi confirmada – o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a dizer na noite passada que a suposta precificação era “pura especulação”.

Fechamento anterior

O principal índice da bolsa paulista fechou o pregão de quinta-feira em baixa de 1,44%, atingindo 63.867 pontos e registrando uma baixa acumulada no ano de 6,88%. O volume financeiro foi de R$ 5,47 bilhões. 

Fonte: InfoMoney

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