Com mercado mais defensivo, Ibovespa opera no vermelho


"Estamos observando uma correção do movimento apresentado no último pregão", avaliou João Pedro Brugger, analista da Leme Investimentos.
Além disso, Brugger afirma que o comportamento das bolsas também reflete os indicadores divulgados pela manhã.

O Personal Spending, alusivo aos gastos da população americana, cresceu 0,4% no sétimo mês do ano, enquanto o mercado esperava alta de 0,3%.

No mesmo sentido, o Personal Income, que se refere à renda dos americanos, avançou 0,2%, em linha com as expectativas do mercado.

"Apesar dos indicadores terem sido neutros, os investidores estão mais pessimistas com a economia dos Estados Unidos", ponderou o analista da Leme Investimentos.

Segundo Brugger, ainda há certa cautela no mercado diante da expectativa com os números reservados para esta semana.

"Teremos a minuta do Federal Reserve, dados da produção industrial americana e brasileira, PIB e decisão do Copom no Brasil e indicadores de emprego nos Estados Unidos", destacou o analista.

No front doméstico, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou a avaliação de que a economia desacelerou no segundo trimestre, prevendo alta de 0,5% a 1,0% do Produto Interno Bruto (PIB) frente ao início do ano.

Na Ásia, as medidas do Banco Central do Japão (BoJ, na sigla em inglês) centraram as atenções dos investidores neste pregão.

A autoridade monetária ampliou o programa de empréstimos a uma taxa fixa barata para bancos, no entanto, não anunciou mais medidas para conter a alta no iene, o que traz incertezas sobre a real eficácia da decisão.

Adicionalmente, o governo do Japão prepara um novo plano de estímulo econômico de 920 bilhões de ienes (US$ 11 bilhões), com o objetivo de proteger a frágil recuperação do país e conter o impacto da valorização da moeda nipônica.

Cena doméstica

Por aqui, a bolsa brasileira acompanha o desempenho externo e opera em campo negativo, após ter registrado alta de 2,69% na sexta-feira.

Às 12h19 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 1,40%, para 64.664 pontos. O giro financeiro rondava os R$ 1,496 bilhão.

Dentre as blue chips, os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) e da Vale (VALE5) perdiam 2,07% e 1,55% respectivamente, contribuindo para a desvalorização do índice paulista.

Destaques 

Entre as ações que compõem o índice, as ordinárias da Lojas Renner (LREN3) lideravam os ganhos, com alta de 2,17%, a R$ 55,03.

Na outra ponta, a maior queda do dia era dos papéis ordinários da Fibria (FIBR3), que depreciavam 2,67%, a R$ 17,67.

Câmbio

Às 12h00 (horário de Brasília), o dólar comercial apresentava alta de 0,23% em relação ao real, cotado a R$ 1,7550 na compra e R$ 1,7570 na venda.

Fonte: Brasil Econômico

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