Bovespa valoriza 1,61% após indicadores dos EUA; dólar bate R$ 1,75

As ações brasileiras são negociadas com ganhos na rodada desta sexta-feira, após seis dias consecutivos de desvalorização. Os investidores repercutem os dois eventos mais importantes do dia (e da semana): a divulgação do PIB americano (acima das expectativas) e o discurso de Ben Bernanke, presidente do banco central dos EUA, advertindo que pode agir novamente para evitar a piora da economia desse país. 



O Ibovespa, índice que reflete os preços das ações mais negociadas, valoriza 1,61%, aos 64.898 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,14 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, sobe 1,21%. 

O dólar comercial é vendido por R$ 1,752, em queda de 0,56%. A taxa de risco-país marca 215 pontos, número 3,15% abaixo da pontuação anterior.
Entre as primeiras notícias do dia, o governo americano divulgou que a economia do país cresceu 1,6% no segundo trimestre deste ano, ante um aumento de 3,7% estimado para o primeiro trimestre. A estimativa publicada hoje ficou abaixo da projeção anunciada um mês antes, quando os cálculos apontavam um crescimento de 2,4%. A cifra de hoje, no entanto, ainda ficou acima das projeções do mercado (1,4%). 

O presidente do banco central americano (o Federal Reserve), Ben Bernanke, afirmou hoje que a autoridade monetária deve tomar novas medidas caso as condições da economia piorem, de modo a evitar que o país caia numa deflação. Em economia, a deflação é definida como uma queda prolongada e ampla de salários e preços de bens e serviços, assim como de ações, imóveis e outros ativos. O último episódio sério de deflação nos EUA ocorreu nos anos 30. 

Sondagem da Universidade de Michigan apontou que uma melhora no nível de confiança dos consumidores dos EUA na economia do seu país, entre os meses de julho e agosto. O índice -- Michigan Sentiment -- divulgado pelo instituto da universidade nesta sexta-feira, teve leitura de 68,9, ante 67,8 em julho. 

Ainda no front externo, o governo britânico informou que a economia do Reino Unido cresceu 1,2% no segundo trimestre, ante uma estimativa anterior de 1,1%. Trata-se da maior taxa de crescimento desde o primeiro trimestre de 2001 e veio acima das expectativas de economistas do setor financeiro.
Não há indicadores domésticos de maior relevância previstos para hoje. 

Fonte: Folha.com

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