Bovespa oscila perto da estabilidade, em dia de agenda fraca; dólar vai a R$ 1,75

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) oscila perto da estabilidade na tarde desta segunda-feira, na se descolando do mercado norte-americano, que registra alta desde o início do dia. O movimento se deve principalmente à queda nas ações da "blue chip" --as ações mais negociadas da Bolsa-- Petrobras. 



No exterior, em dia de agenda fraca, os investidores operam na expectativa do novo relatório a respeito da economia norte-americana que será divulgado ao fim da reunião do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) na terça-feira. 

Eles também querem saber se a autoridade monetária vai decidir reiniciar alguns dos programas de estímulo à economia para ajudar a recuperação a ganhar força. 

O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, sobe 0,04%, atingindo os 68.122 pontos. Nos Estados Unidos, o Dow Jones sobe 0,61% na Bolsa de Nova York. 

Já o dólar comercial registra queda, de 0,39%, sendo cotado a R$ 1,752. A taxa de risco-país marca 192 pontos, patamar 4,95% abaixo da pontuação anterior. 

O crescente temor do mercado sobre se a economia aumentou a importância da reunião do Fed. Dados econômicos divulgados recentemente mostraram que o ritmo de retomada da economia está desalecerando. E o presidente do Fed, Ben Bernanke, afirmou há algumas semanas que a perspectiva para a economia continua "atipicamente incerta". 

O BC provavelmente manterá a taxa básica de juros dos EUA perto de zero, mas a autoridade monetária poderia sinalizar planos para reiniciar alguns dos programas de incentivo à economia, que acabaram por volta de abril, quando parecia que a recuperação ia bem. 

Na Europa, o índice Financial Times de Londres fechou em alta de 1,47%, a 5.410 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX ganhou 1,47%, para 6.351 pontos.
Ainda no cenário internacional, o superavit comercial do Japão caiu 18,2% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, para 1,047 trilhão de ienes (US$ 12 bilhões), mas aumentou 47,3% no primeiro semestre em ritmo anual. 

Na Alemanha, a balança comercial registrou superavit de 14,1 bilhões de euros (US$ 18,72 bilhões) em junho, frente aos 12,3 bilhões de euros (US$ 16,33 bilhões) contabilizados no mesmo mês de 2009. 

No front doméstico, o mercado acionário brasileiro deve reagir ao anúncio feito nesta segunda-feira de que o Bradesco e o Banco do Brasil decidiram fazer uma aliança para iniciar atividades na África por meio das operações do português BES (Banco Espírito Santo) no continente. 

Os dois bancos também anunciam hoje a entrada da Caixa Econômica Federal na bandeira Elo, lançada em abril em parceria das duas instituições. O foco da nova bandeira é a classe C e a população não bancarizada do país. 

Além disso, o Banco Central divulgou nesta segunda o boletim Focus, que aponta que a estimativa do mercado para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano ante 2009 foi reduzida de 7,20% para 7,12%. A pesquisa mostra ainda diminuição na projeção para a inflação oficial, de 5,27% parta 5,19%, e para a taxa básica de juros, de 11,50% ao ano para 11,00%. 

O superavit da balança comercial brasileira atingiu US$ 10,2 bilhões neste ano, até a primeira semana de agosto, contabilizando 150 dias úteis. A média diária de US$ 67,8 milhões representa queda de 42,7% ante o volume contabilizado no mesmo período do ano passado (US$ 118,4 milhões). 


Fonte: Folha.com

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