Bolsas europeias avançam, embaladas por números surpreendentes de banco


SÃO PAULO - A despeito do declínio na atividade industrial chinesa, os índices das principais bolsas europeias operam em alta no primeiro pregão desta segunda-feira (2), embalados pelos números surpreendentes divulgados tanto por BNP Paribas como pelo HSBC.

O índice FTSE 100  da bolsa de Londres se destaca, subindo 2,10% e atingindo 5.368 pontos. Já o CAC 40  da bolsa de Paris negocia em alta de 2,03% chegando a 3.717 pontos, enquanto o DAX 30  da bolsa de Frankfurt avançam 1,71% a 6.253 pontos.

 %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 FTSE 100 +2,10 5.368 +10,96 -0,82 
 CAC 40 +2,03 3.717 +11,01 -5,57 
 DAX 30 +1,71 6.253 +7,19 +4,97 
 SMI +1,41 6.288 +5,26 -3,93 

Setor financeiro em alta
 
Batendo as expectativas dos analistas, os balanços do segundo trimestre de BNP Paribas e o HSBC são os principais vetores do pregão até o momento, levando as ações das duas companhias a apresentarem ganhos de 4,65% e 5,73% em Paris e Londres, respectivamente.

O BNP Paribas viu um aumento de 31% em seu lucro líquido, que terminou o período em € 2,1 bilhões. Já os ganhos do HSBC acumulados no primeiro semestre deste ano mais do que dobraram, atingindo US$ 6,76 bilhões.

Destaque também ao Lloyds Banking, cujos papéis disparam 5,0% após o Financial Times ter divulgado que o lucro do banco deva acumular a cifra de US$ 1,58 bilhão no primeiro semestre deste ano.

Com balanços e projeções positivas, o clima é de bom humor no sistema financeiro do Velho Continente. Neste sentido, os papéis do Société Générale registram avanço de 3,44% em Paris, enquanto o Crédit Suisse vê seus ativos ganharem 2,26% no mercado suíço.

Commodities avançam
 
Ainda na ponta positiva, destaque ao comportamento das ações do setor de commodities. BHP Billiton, Rio Tinto e Xstrata acumulam ganhos de 3,30%, 3,10% e 3,40% na bolsa londrina.

China acende sinal amarelo
 
Otimismo à parte, de Pequim vem o principal destaque negativo desta segunda. O índice de produção industrial da China recuou dos 50,4 pontos registrados em junho para 49,4 pontos em julho, após o governo ter apertado as regras para a especulação imobiliária e dificultado os investimentos em fábricas poluidoras e de alto consumo de energia. Os números são da Markit Economics e do banco HSBC.

Fonte: InfoMoney

0 comentários: