Bolsas da Ásia recuam à espera de dados dos EUA
Com governantes ao redor do mundo cautelosos
sobre a tomada de novas medidas de estímulo para apoiar a recuperação
econômica, a segurança tem sido o nome do jogo em agosto.
Os investidores ignoraram o dado de consumo ligeiramente mais forte
do que o esperado nos Estados Unidos e focaram nos dados de postos de
trabalhos em agosto, que serão divulgados na sexta-feira (6).
"Embora o dado de gastos nos Estados Unidos na segunda-feira não
tenha sido ruim, os indicadores mais adiante nesta semana são realmente
importantes e as previsões para eles estão aumentando os temores sobre a
recuperação econômica", disse Takashi Ushio, chefe de investimento na
Marusan Securities, em Tóquio.
O índice MSCI que acompanha as bolsas da região da Ásia Pacífico
excluindo o Japão caía 1,13%, para 400 pontos, com ações ligadas a
commodities ocasionando as maiores perdas.
Em Tóquio o índice Nikkei fechou com forte baixa de 3,55%, a 8.824
pontos, derrubado pelos setores de tecnologia e varejo.
O Nikkei caiu mais de 6% em agosto, maior declínio mensal desde maio,
pelo temor de que a recuperação global possa estar perdendo ritmo e a
alta do iene ameaçando reduzir as exportações.
O Banco do Japão deu mais amplitude a um programa de empréstimos
baratos na segunda-feira após uma reunião de emergência, mas
investidores viram a medida como um gesto simbólico que terá pouca
influência na subida do iene.
Em Hong Kong o índice Hang Seng perdeu 0,97%, para 20.536 pontos.
Xangai perdeu 0,52%, aos 2.638 pontos, enquanto o Taiwan cedeu 1,61%,
para 7.616 pontos.
Em Seul a bolsa sul-coreana recuou 1,0%, a 1.742 pontos. Em Sydney o
mercado australiano encerrou com desvalorização de 1,09%, a 4.404
pontos. Cingapura perdeu 0,23%, para 2.950 pontos.
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