Ibovespa ignora instabilidade externa e opera no azul
"Lá fora temos uma tendência menos definida,
devido a ausência de indicadores", pondera Caio de Souza Pinto, sócio e
economista da Brava Investimentos.
No entanto, as notícias corporativas seguem movimentadas com a
temporada de balanços nos Estados Unidos.
Por lá, a Halliburton reportou um lucro líquido de US$ 480 milhões no
segundo trimestre de 2010, contra US$ 262 milhões de um ano antes,
caracterizando uma alta de 83,2%.
Na Europa, a situação fiscal dos países continua a preocupar.
Neste sábado (17), a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário
Internacional (FMI) decidiram suspender a ajuda financeira que forneciam
à Hungria desde 2008, porque o governo do país negou-se a adotar as
medidas de austeridade exigidas.
Por sua vez, a Moody's anunciou a redução da avaliação da dívida da
Irlanda de "Aa1" para "Aa2" e mudou a perspectiva de negativa para
estável.
Cena doméstica
Em dia de vencimento de opções sobre ações, a bolsa brasileira opera
no azul. O movimento é tido como uma "recuperação após as quedas
recentes", disse o economista da Brava Investimentos.
Às 12h52 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,80%, para 62.837
pontos. O giro financeiro rondava os R$ 4,098 bilhões.
Dentre as blue chips, os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) e
da Vale (VALE5) tinham alta de 0,23% e 1,41%, respectivamente,
impulsionando os ganhos do índice paulista.
No que diz respeito a estatal petrolífera, a produção média de
petróleo e gás natural da empresa no Brasil e no exterior foi de 2,563
milhões de barris por dia em junho, quantidade 1,4% menor que o volume
registrado em maio.
Já as empresas de cartões Cielo e Redecard anunciaram, antes da
abertura da bolsa, parcerias para o segundo semestre. Enquanto a Cielo
passará a capturar os benefícios da bandeira Ticket, a Redecard firmou
parceria com a Coopercred.
"O setor conseguiu se consolidar, temendo a concorrência dos bancos",
afirmou Souza. Isso porque um 1º de julho, os terminais de pagamento
perderam a exclusividade e passaram a processar cartões de todas as
bandeiras.
Os papéis da Cielo (CIEL3) apreciavam 0,06%, cotados a R$ 16,13; ao
passo que os da Redecard (RDCD3) avançavam 1,64%, vendidos a R$ 26,59.
Destaques
Entre as ações que compõem o índice, as ordinárias da MRV (MRVE3)
lideravam os ganhos, com alta de 3,71%, a R$ 15,10.
Na outra ponta, a maior queda do dia era dos papéis preferenciais da
Gol (GOLL4), que depreciavam 2,14%, a R$ 22,40.
Câmbio
Às 12h44 (horário de Brasília), o dólar comercial registrava alta de
0,34% em relação ao real, cotado a R$ 1,7840 na compra e R$ 1,7860 na
venda.
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