Dólar fecha a R$ 1,78; Bovespa valoriza 1,37%

A onda de bom humor global, que levantou as Bolsas de Valores, contribuiu para que os preços da moeda americana oscilassem em torno de R$ 1,76 (abaixo da cotação de ontem) durante boa parte do expediente desta terça-feira. 



A taxa de câmbio virou de direção já nas últimas horas, à medida em que as Bolsas americanas perdiam ímpeto. Pela manhã, uma abertura muito forte das Bolsas asiáticas deu o sinal para uma onda de compras que se estendeu dos mercados europeus até a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). 

O cenário externo, no entanto, continua bastante tenso. Hoje, mais uma vez a economia dos EUA mostrou indicadores frustrantes: uma sondagem privada apontou um crescimento mais lento do setor de serviços em junho, abaixo até das expectativas de bancos e corretoras. 

Nesse contexto, o dólar comercial atingiu a cotação mínima de R$ 1,762 logo pela manhã, subindo até o pico de R$ 1,786 à tarde e encerrando a rodada de negócios pouco abaixo --R$ 1,782 (alta de 0,16% sobre o fechamento de ontem). 

Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,870, em baixa de 0,53%. 

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) ganha 1,37%, aos 61.697 pontos. O giro financeiro é de R$ 5 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 0,21%. 

"Eu vejo o dólar muito mais perto de R$ 1,80 [no curto prazo], talvez um pouco acima disso. Nós estamos vendo um volume de importações muito forte nesses últimos dias", comenta Marcos Trabold, da mesa de operações da corretora B&T. 

Uma parcela dos analistas da taxa de câmbio avalia que as ofertas públicas de ações no segundo semestre, e o aumento da taxa de juros, deve impedir uma alta mais forte dos preços da moeda americana nos próximos meses. Por outro lado, alguns profissionais do setor observam com preocupação a crise externa, antevendo um fluxo menor de investimento estrangeiro para o país. Também mostram preocupação com a perspectiva de crescimento do deficit em conta corrente (medida mais ampla das transações do país com o exterior), o que tende a pressionar as cotações. 
 
Juros futuros
 
No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas subiram hoje. 

No contrato para outubro de 2010, a taxa prevista avançou de 10,90% para 10,92%; no contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada recuou de 11,32% para 11,31%; e no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista aumentou de 11,92% para 11,94%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes. 

Fonte: Folha.com

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