Dólar fecha a R$ 1,77; Bovespa avança 0,39% em dia "morno"
Os preços da moeda americana cederam pelo terceiro dia consecutivo, em
um jornada com menos negócios devido ao "intervalo" informal realizado
durante o jogo da seleção brasileira na Copa. Esse giro baixo costuma
afetar a volatilidade e a formação dos preços.
Nesse contexto, o dólar comercial foi cotado por R$ 1,778, em queda de
1%, nas últimas operações desta sexta-feira. Os preços da moeda
americana oscilaram entre R$ 1,790 e R$ 1,770. Nas casas de câmbio
paulistas, o dólar turismo cedeu 1,04%, para R$ 1,890.
Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) sobe 0,39%,
aos 61.472 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,85 bilhões. Nos EUA, a
Bolsa de Nova York retrai 0,41%.
Profissionais de mercado ressaltam que, embora os últimos indicadores
econômicos de China e EUA tenham elevado a aversão a risco, o dólar
("refúgio" histórico em momentos de nervosismo) tem pouco espaço para
disparar na praça doméstica.
Entre os vários motivos, há a percepção de que o diferencial "elevado e
crescente" entre os juros domésticos e internacionais ainda deve atrair
capital estrangeiro. O país também ganhou "pontos" em termos de
credibilidade internacional: na segunda-feira, a agência Fitch antecipou
que pode melhorar a avaliação do "rating" (nota de risco de crédito)
brasileiro.
O analista Flávio Combat, do departamento econômico da corretora
Concórdia, estima uma taxa de câmbio de R$ 1,80 para o mês de julho, e
uma taxa média de R$ 1,79 para o ano de 2010. Para o profissional, os
indicadores dos próximos meses, dando conta de uma desaceleração nas
principais economias mundiais, devem trazer volatilidade às taxas de
câmbio.
Ele também considera a possibilidade de que a crise na Europa restrinja
os investimentos externos no Brasil. Mas lembra que, além da diferença
dos juros internos e externos, a entrada de capital externo para
participar de grandes IPOs (ofertas públicas de ações) no segundo
semestre deve contribuir para a valorização do real. O analista nota
ainda que "a valorização do real deverá contribuir positivamente para
arrefecer as pressões inflacionárias".
Juros futuros
No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos
empréstimos nos bancos, as taxas projetadas ficaram praticamente
estáveis.
No contrato para outubro de 2010, a taxa prevista subiu de 10,89% ao ano
para 10,90%; no contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada recuou
de 11,32% para 11,31%; e no contrato para janeiro de 2012, a taxa
prevista caiu de 11,95% para 11,93%. Esses números são preliminares e
estão sujeitos a ajustes.
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