Dólar fecha a R$ 1,76; Bovespa perde 0,60%
O mercado de câmbio doméstico, que ameaçou ontem romper o "piso" de R$
1,75, teve um repique nesta quarta-feira, principalmente após a piora
das Bolsas com a divulgação da ata do "Fed" (O Federal Reserve, o banco
central dos EUA).
Fonte: Folha.com
O BC americano revisou para baixo sua projeção de crescimento da
economia local, pela primeira vez em um ano. A notícia serviu de
contraponto negativo à boa repercussão do balanço da Intel (divulgado
ontem à noite), que apontou fortes lucros para o período do segundo
trimestre e indicou um aumento das vendas para os próximos meses.
Nesse cenário, o dólar comercial foi vendido por R$ 1,764, em alta de
0,62%, nas últimas operações. Os preços da moeda americana oscilaram
entre R$ 1,769 e R$ 1,757. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar
turismo foi cotado por R$ 1,880, em um avanço de 0,53%.
Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) perde 0,60%,
aos 63.300 pontos. O giro fiannceiro é de R$ 4,2 bilhões. Nos EUA, a
Bolsa de Nova York cai 0,35%.
O Banco Central abriu hoje os números sobre fluxo cambial e suas
intervenções no mercado de dólar à vista. Nas duas primeiras semanas de
julho, as saídas de dividas superaram as entradas por US$ 1,2 bilhão,
segundo o BC. No semestre, o saldo ainda é positivo, em US$ 2,127
bilhões, mas abaixo do fluxo registrado no mesmo período de 2009 (US$ 3
bilhões).
O BC também informou que em julho (até o dia 9) suas compras diárias no
mercado de "dólar pronto" somaram US$ 518 milhões. Em junho, essas
intervenções foram de US$ 1,9 bilhão, e em maio, de US$ 4,1 bilhões.
O retorno da taxa cambial ao nível de R$ 1,75 renovou os temores entre
os profissionais do segmento sobre uma possível intervenção mais
agressiva do BC, seja por meio de compras de lotes maiores no mercado à
vista, ou pelo uso dos notórios "swaps" cambiais (equivalentes a
operações no mercado futuro).
Ainda de acordo com a autoridade monetária, os bancos mantinham posições
vendidas (que ganham com a queda das cotações) de US$ 9 bilhões até
junho.
Juros futuros
No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos
empréstimos nos bancos, as taxas projetadas voltaram a ceder, com
exceção dos contratos para 2011.
No contrato para outubro deste ano, a taxa prevista retraiu de 10,95%
para 10,93%; no contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada recuou
de 11,25% para 11,21%; e no contrato para janeiro de 2012, a taxa
prevista avançou de 11,77% para 11,81%. Esses números são preliminares e
estão sujeitos a ajustes.
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