Bovespa reduz ritmo e oscila após "Livro Bege" nos EUA; dólar cai

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) chegou a operar acima dos 67 mil pontos novamente nesta quarta-feira, mas reduziu o ritmo de alta após a divulgação do "Livro Bege", relatório do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) sobre a economia norte-americana. 

O documento mostra que o ritmo de atividade econômica foi reduzido ou se manteve estável em algumas partes do país, revelando que a volta às boas condições ainda será difícil. 

O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, sobe 0,04%, aos 66.703 pontos. Na terça-feira, a Bovespa fechou em alta de 0,38%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones cai 0,43%. 

O dólar comercial registra queda de 0,11%, em R$ 1,768. A taxa de risco-país marca 202 pontos, número 2,02% acima da pontuação anterior. 

Das 12 regiões mapeadas pela autoridade monetária, a pesquisa indica que o crescimento ficou estável em Cleveland e em Kansas City, mas perdeu o fôlego em Atlanta e Chicago. Nas outras oito, a atividade foi descrita como modesta.
O alto desemprego, a cautela entre consumidores e empresários e um mercado imobiliário fraco impediram que a recuperação nos Estados Unidos ganhasse força. 

As Bolsas dos EUA, que já operavam em queda após uma redução bem acima do esperado nos pedidos de bens duráveis no país, passaram a cair mais após a divulgação. 

No mercado doméstico, o destaque hoje ficou por conta do noticiário corporativo. A Telefónica anunciou hoje que fechou acordo para comprar 50% do controle da operadora de telefonia celular Vivo, enquanto a Portugal Telecom --responsável pela venda da participação na Vivo-- divulgou que vai adquirir, por até R$ 8,44 bilhões, 22% da brasileira Oi. 

Os negócios mexeram com as ações das companhias. Os papéis da Vivo --que anunciou ainda lucro 29,9% maior no segundo trimestre-- sobem 3,17%, enquanto a Telesp (que corresponde à operação de telefonia fixa da Telefónica no Brasil) sobe 2,21%. As ações da Telemar, por sua vez, têm queda de 9,18%. 

O Bradesco, que divulgou hoje lucro de R$ 4,6 bilhões no primeiro semestre, registra uma das maiores valorizações do Ibovespa, em alta de 4,15%. O resultado do banco é 16,4% maior do que o apurado no primeiro semestre de 2009, período subsequente à crise global em que as instituições financeiras brasileiras foram mais seletivas no crédito. 

Já o Pão de Açúcar, que lucrou 6,3% a menos no período, vê suas ações caírem 5,07% nesta tarde. O grupo teve lucro líquido de R$ 188,5 milhões no primeiro semestre, incluindo as operações da rede Ponto Frio. 

Fonte: Folha.com

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