Bolsas europeias avançam, repercutindo balanços e acordos corporativos

SÃO PAULO - Os índices das principais bolsas europeias operam em forte alta no pregão desta quarta-feira (21), na esteira dos animadores resultados de companhias e do mercado de fusões e aquisições.

O índice CAC 40  da bolsa de Paris se destaca, subindo 1,84% e atingindo 3.532 pontos. Já o FTSE 100  da bolsa de Londres  negocia em alta de 1,62% chegando a 5.223 pontos, enquanto o DAX 30  da bolsa de Frankfurt avança 1,35% a 6.048 pontos.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 CAC 40 +1,84 3.532 -5,47 -10,28 
 FTSE 100 +1,62 5.223 -1,44 -3,51 
 DAX 30 +1,35 6.048 -3,89 +1,52 
 SMI +0,47 6.152 -5,63 -6,01 

Fusões e aquisições
 
Em dia de agenda bastante anêmica, as atenções voltam-se ao cenário corporativo. Nele, destaque à BP, cujos ativos registram alta de 3,81% em Londres após anúncio da venda de US$ 7 bilhões de seus ativos à Apache Corp. 

E o mercado de fusões e aquisições ainda é movimentado pela compra da SSL International por parte da Reckitt Benckiser, fato que leva os papéis da adquirida a dispararem 33,11% ainda na bolsa inglesa, enquanto que a compradora acumula ganhos de 2,35% por lá. 
 
Accor, Apple e Fiat disparam

Passando aos resultados, após o fechamento dos mercados na última terça, Accor, Apple e Fiat animaram ao divulgarem seus resultados referentes ao segundo trimestre deste ano. Neste sentido seus papéis avançam 5,0%, 3,5% e 6,6%, respectivamente, nas bolsas de Paris, Alemanha e Itália. 

Yahoo! decepciona

Já na ponta negativa, o Yahoo! despenca 5,6% em Frankfurt após ter reportado vendas abaixo das previstas pelos analistas entre os meses de abril e junho.
Com a marcante ausência de vetores, as atenções seguem voltadas às divulgações agendadas para esta quarta, contanto com companhias de grande peso, como Morgan Stanley, Wells Fargo, Altria Group e Coco-Cola.

Ata do Boe
 
Nesta manhã, o BoE (Bank of England) divulgou a ata de sua última reunião, quando o Comitê de Política Monetária decidiu, por 7 votos a 1, manter o juro básico britânico em 0,5% ao ano. Andrew Sentance votou novamente pela elevação da taxa em 0,25 ponto percentual, argumentando que a inflação acelerou o suficiente para começar um aumento gradual.

Apesar das observações de que a inflação pode acelerar, a preocupação principal ainda é com o fraco crescimento. Segundo o documento, os membros acreditam que a margem de capacidade ociosa trará a inflação para dentro da meta no médio prazo.

Fonte: InfoMoney

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