Bolsas dos EUA abrem em alta, com foco no cenário corporativo

SÃO PAULO - Sem indicadores relevantes nos Estados Unidos, os olhos se voltam para o cenário europeu e para a continuidade da temporada de resultados corporativos. Assim, após o movimento de correção visto na última sexta-feira, as bolsas abrem em alta nos EUA nesta segunda-feira (19).

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresenta valorização de 0,68% e atinge 2.194 pontos. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, abre em alta de 0,56% a 1.071 pontos, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, sobe 0,48%, chegando a 10.147 pontos. 

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 Nasdaq +0,68 2.194 -5,02 -3,32 
 S&P 500 +0,56 1.071 -4,18 -3,97 
 Dow Jones +0,48 10.147 -2,91 -2,70 

Cenário corporativo
 
A Halliburton (+4,87%) e Hasbro (+0,61%) revelaram lucros acima das expectativas do mercado, enquanto os números da Delta Airlines vieram abaixo do esperado, pressionando os papéis da empresa, que abrem em queda de 7,85%. Ainda entre os resultados, a expectativa fica para depois do pregão, quando IBM, Texas Instruments e Zions Bancorp reportarão seus números ao mercado.

Pelo cenário de fusões e aquisições, a Nokia Siemens está comprando parte dos ativos de infraestrutura do sistema wireless da Motorola por US$ 1,2 bilhões. A venda ajudará a financiar os planos da Motorola de dividir a companhia em duas e seus papéis sobem 1,33%.

A Boeing anunciou a encomenda de 30 aeronaves 777 por parte da Emirates Airlines, no valor de US$ 9,1 bilhões. Suas ações avançam 1,69%. Além disso, a GE Capital Aviation Services, braço aéreo da General Electric, encomendou à companhia outras 40 aeronaves 737-800, por uma cifra de aproximadamente US$ 3 bilhões. Ainda no setor aéreo, a Air Lease Corp. encomendou 51 jatos à Airbus pelo montante de US$ 4,43 bilhões.

Economia
 
Uma pesquisa do NABE (National Association for Business Economics) mostrou que a recuperação econômica dos EUA continuou durante o segundo trimestre do ano, embora o ritmo de crescimento tenha recuado. Os economistas citam mais contratações e menos cortes de vagas, com 31% das empresas contratando mais trabalhadores entre abril e junho, o maior nível em três anos.

A agência de classificação de risco Moody's rebaixou os títulos da dívida irlandesa de “Aa1” para “Aa2”, enquanto o FMI (Fundo Monetário Internacional) suspendeu o auxílio financeiro à Hungria.

Por sua vez, as declarações do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, de que a economia do país está se desenvolvendo conforme o planejado, animam o mercado nesta manhã.

Fonte: InfoMoney

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