Ibovespa abre em alta, na esteira do otimismo global sobre flexibilização do yuan
SÃO PAULO - O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo abriu esta segunda-feira em alta de 1,21%, com o Ibovespa registrando 65.220 pontos às 10h06 (horário de Brasília), reflexo do otimismo dos mercados ao redor do globo frente à decisão do governo chinês de permitir a flexibilização do câmbio.
Neste final de semana, o PBoC (Banco Popular da China) anunciou a retomada de sua flexibilização monetária, como vista entre meados de 2005 a 2008, embora o banco não deva adotar um regime de câmbio flexível.
Embora ainda pairem dúvidas sobre a real intenção das autoridades chinesas, o fato é que o anúncio animou de imediato os mercados, à medida que, com uma moeda mais valorizada, a China poderá elevar suas importações.
Perspectivas
Para Guilherme Burger, operador da Intrader, a tendência dominante neste pregão deverá ser a instabilidade, uma vez que nesta segunda haverá vencimento de opções sobre ações da Bovespa.
Ele se baseia no movimento ocorrido na última sexta-feira, data na qual ocorreu vencimento no mercado norte-americano, e quando o Ibovespa passou operou alternando entre o terreno positivo e negativo ao longo de todo o dia, para então fechar em leve queda de 0,16%.
Já no campo da análise técnica, Leandro Martins, analista e professor do Seu Consultor Financeiro, avalia que o Ibovespa, após o movimento de alta, encontra-se em um canal lateral entre 61.500 pontos e 66.000 pontos, suporte e resistência de curto prazo do mercado, respectivamente.
Mais otimista, a Gradual Corretora avalia que o benchmark “poderá seguir em direção aos 66083 se fechar acima dos 65182 e, nesse caso, deverá buscar os 68000 e os 69800 pontos no curto/médio prazo.”
“Do lado da realização, na perda de 63974/421 o índice poderá recuar e somente um fechamento abaixo de 62100 abrirá espaço para uma queda mais agressiva no curtíssimo prazo até 61341/61099 pontos”, conclui a corretora.
Agenda
Sem indicadores relevantes nos Estados Unidos, a agenda econômica desta segunda-feira (21) aparece mais tranquila, contando apenas com o vencimento de opções sobre ações, além dos habituais relatórios semanais. Investidores também devem acompanhar o pronunciamento do presidente do banco central europeu.
De acordo com o relatório Focus, o mercado elevou suas projeções para a taxa básica de juro neste ano, revelando expectativa de que a posição adotada pelo Copom (Comitê de Política Monetária) em sua última reunião deverá ser mantida. As projeções agora são de que a Selic termine o ano de 2010 em 12% ao ano, e não mais 11,75% a.a. como previsto antes.
No tocante ao PIB (Produto Interno Bruto), as expectativas melhoraram mais uma vez, sendo esperado um crescimento de 7,06% neste ano, contra 6,99% aguardado na semana passada. Cabe notar que esta é a décima quarta semana consecutiva em que o mercado melhora suas projeções para a atividade econômica brasileira.
Já incorporando possíveis reflexos das recentes elevações do juro básico, o mercado manteve em 5,61% sua estimativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medida oficial de inflação brasileira. Para o ano que vem, as expectativas foram mantidas em 4,80% pela décima semana consecutiva.
Cenário Externo
O mercado deve acompanhar também o pronunciamento do presidente do banco central europeu, Jean-Claude Trichet, perante o parlamento europeu, em Bruxelas. Ele deverá abordar a economia da região e a volatilidade do mercado, além da taxa de juros da Zona do Euro.
Oscilações
Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Vale ON (VALE3, R$ 48,57, +3,34%), MMX Miner ON (MMXM3, R$ 12,50, +3,05%), Vale PNA (VALE5, R$ 41,91, +3,05%), LLX LOG ON (LLXL3, R$ 8,02, +2,82%) e MRV ON (MRVE3, R$ 12,83, +2,72%).
Fechamento anterior
O principal índice da bolsa paulista fechou o pregão de sexta-feira em leve baixa de 0,16%, atingindo 64.437 pontos e registrando uma baixa acumulada no ano de 6,05%. O volume financeiro foi de R$ 6,56 bilhões.
Fonte: InfoMoney
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