Bovespa acelera ganhos; dólar vale R$ 1,76
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) contraria as expectativas de um dia de perdas e segue acima do patamar dos 65 mil pontos, um nível de preços perdido desde 10 de maio. O investidor mantém disposição para risco, num cenário em que as preocupações com a crise europeia tomam menor vulto.
Fonte: Folha.com
O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, sobe 1,46%, aos 65.776 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,34 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones (da Bolsa de Nova York) ganha 0,25%.
O dólar comercial é negociado por R$ 1,766, em um declínio de 0,45%. A taxa de risco-país marca 226 pontos, número 1,80% acima da pontuação anterior.
Entre as primeiras notícias do dia, a NAR (Associação Nacional dos Corretores Imobiliários, na sigla em inglês) informou que as vendas de casas usadas nos EUA contraíram 2,2% em maio. No período de 12 meses, maio deste ano teve aumento de 19,2% acima do nível de 4,75 milhões de unidades de maio 2009.
Outra pesquisa nos EUA, a cargo da Federal Housing Finance Agency (FHFA), revelou que os preços dos imóveis subiram 0,8% em abril na comparação com o mês de março. No últimos 12 meses, o índice caiu 1,5% e ficou 12,8% abaixo do seu pico, em abril 2007, início da crise do subprime.
Na Europa, o instituto Ifo apontou detectou um aumento do nível de confiança do empresário alemão na economia do país, no mês de junho. O índice do instituto, feito com cerca de 7 mil empresas, subiu para 101,8 neste mês, ante 101,5 em maio. Trata-se do maior patamar desde maio de 2008.
E no front doméstico, o IBGE apontou uma inflação de 0,19% em junho ante 0,63% em maio, pela leitura do IPCA-15, visto como uma prévia do índice oficial para o regime de metas. Nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,06%, abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores (5,26%).
O Banco Central reportou que o país teve um deficit de US$ 2 bilhões no saldo de transações correntes, que mede as relações do país com o exterior. Trata-se do menor deficit desde agosto do ano passado.
A autoridade monetária ainda revisou para baixo suas projeções para o volume de investimentos estrangeiros (US$ 38 bilhões) mas elevou a estimativa para a balança comercial (US$ 13 bilhões).
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