Crise na Europa preocupa e Ibovespa amarga perdas
"A preocupação com a Europa continua, pois os investidores temem que mais países da União Europeia acompanhem a Alemanha na proibição de vendas a descoberto de ações [de dez bancos e seguradoras e dos swaps de default crédito (CDS) e bônus da Zona do Euro]", afirmou Marcel Varejão, analista da Socopa Corretora Paulista.
Segundo Varejão, a medida da principal economia do Velho Continente não foi bem recebida pelos agentes de mercado.
A decisão exclusiva alemã sugere ainda que a Europa não consegue agir de forma unificada para lidar com sua crise, o que gera preocupações sobre a regulação do mercado.
Aliado a essa situação, indicadores econômicos americanos divulgados hoje também contribuem com a pressão vendedora.
O número de novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos aumentou para 471 mil solicitações na última semana, ficando pior que o esperado pelos analistas (439 mil).
No mesmo sentido, o Leading Indicators, relatório que serve como prévia para o desempenho da economia, marcou variação negativa de 0,1% no mês de abril, ficando abaixo das estimativas (+0,2%).
Diante disso, às 12h26 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava baixa de 2,54%, para 58.170 pontos. O giro financeiro rondava os R$ 2,77 bilhões.
As ações das companhias de maior peso no índice paulista, Vale (VALE5) e Petrobtas (PETR4), amargavam perdas de 2,35% e 1,99%, respectivamente.
Outras empresas ligadas a commodities acompanhavam esse movimento:
Gerdau (GGBR4) perdia 3,42%; Usiminas (USIM5) recuava 3,29% e CSN (CSNA3) depreciava 2,69%.
Destaques
Na ponta positiva do principal índice acionário da BM&F Bovespa estavam as ações ordinárias da MRV (MRVE3), que ganhavam 0,80%, cotadas a R$ 10,10.
Na direção oposta, os papéis ordinários da MMX Mineração (MMXM3) depreciavam 6,67%, cotados a R$ 8,40.
Câmbio
Às 12h26 (horário de Brasília), o dólar comercial avançava 2,94% em relação ao real, cotado a R$ 1,8900 na compra e R$ 1,8920 na venda.
Indicadores domésticos
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve variação de 0,63% em maio, taxa superior à de abril (0,48%).
Em virtude do reajuste concedido em março, os produtos farmacêuticos (de 0,70% para 2,14%) foram os principais responsáveis pela alta.
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